A B3 solicita esclarecimentos à TOTVS


Em notícia veiculada pelo jornal Valor Economico, em 20/03/2026, sob o título “Processo contra Totvs avança e pode custar R$ 500 milhões” consta que após 17 anos de tramitação, uma disputa judicial que envolve a Totvs e um ex-representante da RM Sistemas – empresa adquirida pela desenvolvedora de softwares em 2006 – avançou para decisão unânime do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em 9 de fevereiro, a corte determinou o prosseguimento de uma perícia técnica do caso ao negar a possibilidade de recursos.

Sthefano Cruvinel, presidente da EvidJuri, escritório responsável pela condução técnica do caso e pela auditoria judicial, explica que a Totvs vinha, ao longo dos anos, apresentando recursos para tentar impedir a realização da perícia ou limitar seu escopo – o que excluiria a apuração econômica do suposto dano. Não há mais possibilidade de a Totvs barrar a perícia.

A ação pleiteia indenização pela rescisão de contrato para prestação de alguns serviços aos clientes da Totvs na cidade de Campinas (SP) e outros municípios do interior paulista. Inicialmente, o processo foi estimado em R$ 69,7 milhões, mas em função da atualização monetária, juros, encargos financeiros e da própria extensão do litígio pode ultrapassar R$ 500 milhões.

A Totvs afirma ter apresentado contestação e que o processo se encontrava em fase de instrução. A Totvs reconheceu os valores envolvidos de R$ 69,7 milhões, mas nenhuma quantia foi provisionada. Nos dois anos seguintes, a ação voltou a aparecer nos documentos oficiais da companhia, que entendeu como remotas as chances de perda total. Mas, a partir de 2013, o processo deixou de aparecer nos formulários da Totvs e só voltou a ser citado em 2016, quando entrou em fase de elaboração de laudo pericial e os valores foram acumulados em cerca de R$ 102,3 milhões, atualizados até 31 de dezembro de 2015. Novamente, nenhum valor foi provisionado, mas a Totvs já entendia que havia chance de perda provável de R$ 113 mil, perda possível de R$ 52,5 milhões e remota de R$ 49,6 milhões. A última vez que a ação civil apareceu em um formulário de referência foi em 2020, quando os valores já chegavam a R$ 188,1 milhões.

Em dezembro de 2018, as partes foram intimadas para se manifestar sobre o complemento do laudo pericial iniciado, mas não concluído. Agora, com a decisão do STJ de negativa de recurso, a fase pericial será conduzida para fins de apuração. De acordo com Cruvinel, a Totvs tentou de todas as maneiras que não houvesse o término da perícia.
A B3 então solicitou esclarecimentos sobre o item assinalado, com a sua confirmação ou não, bem como outras informações consideradas importantes.

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