ABDI reúne especialistas para discutir qualificação profissional nos setores naval e têxtil de Defesa


A ABDI – Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, em parceria com o Observatório Nacional da Indústria (CNI) e a Fundação Instituto de Administração (FIA/USP), realizou, no Rio de Janeiro, uma nova etapa dos Painéis de Prospectiva Industrial. Os encontros reuniram especialistas de empresas e das Forças Armadas para identificar e priorizar as demandas de qualificação de mão de obra frente à evolução tecnológica dos setores Naval e Têxtil voltados para a indústria de Defesa.

O objetivo central foi projetar um horizonte de 10 anos, antecipando quais serão os novos perfis profissionais, cursos de capacitação e estratégias educacionais necessários para fortalecer a competitividade desses segmentos.

Durante a dinâmica, os participantes trabalharam na validação de tecnologias emergentes e tendências de impacto, cruzando essas informações com as necessidades futuras das empresas. O resultado desse trabalho servirá de base para a criação de programas de formação mais assertivos, alinhados aos desafios organizacionais e tecnológicos da próxima década.

A líder do projeto na ABDI, Karen Leal, destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento da indústria nacional. “Na prática, queremos responder a uma pergunta objetiva: que tipo de mão de obra vamos precisar nos próximos cinco e 10 anos e como o país deve se preparar para isso?”, afirmou.

“O resultado esperado não é apenas um diagnóstico, mas insumos concretos para orientar empresas e o próprio Estado na formulação de políticas de qualificação profissional alinhadas às necessidades reais da indústria de defesa”, acrescentou.

Os especialistas convidados participaram de quatro etapas: Prospectiva Tecnológica, para validar tecnologias emergentes; Prospectiva Ocupacional, para identificar novos perfis profissionais; Prospectiva Educacional, para definir a demanda por novos cursos; e Prospectiva Estratégica, para priorizar ações a serem desenvolvidas pelos diferentes atores do setor.

“Tivemos um painel com pessoas de alto grau de conhecimento no segmento de Defesa. Discutimos, à luz da evolução tecnológica, quais os novos profissionais que as empresas demandarão, quais novos cursos e quais competências esses profissionais deverão dominar nos próximos anos”, destacou Marcello Pio, especialista em política e indústria e responsável pelo Núcleo de Prospectiva do Observatório Nacional da Indústria da CNI.

Complexo Industrial de Defesa

A rodada no Rio de Janeiro faz parte de uma série de 12 painéis previstos no âmbito do projeto Complexo Industrial de Defesa. A iniciativa teve início em outubro passado, em Brasília, quando foram debatidos temas como armas, munições, mísseis e foguetes.

Ao final dos encontros, será consolidado um mapa estratégico para orientar tanto o setor produtivo quanto as instituições de ensino na preparação da força de trabalho do futuro. Ao todo, serão publicados doze cadernos divididos por tema.

Participaram dos encontros representantes de importantes instituições e empresas do setor, como o Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa (SIMDE), Escola Superior de Defesa, Cluster Naval, SENAI CETIQT, AMAZUL, EMGEPRON e Fundação Ezute, além de representantes das Forças Armadas.

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