A ABIHV lançou, na Câmara dos Deputados, a Agenda Estratégica 2026, um movimento de articulação para avançar na regulamentação e consolidar um ambiente de negócios que posicione o Brasil como protagonista na transição energética. O evento reuniu mais de 120 lideranças do setor público e privado, com foco em acelerar pautas prioritárias já no 1º semestre.
Para o presidente do Conselho da ABIHV, Luis Viga, o momento é de destravar investimentos: “O Brasil já tem projetos estruturantes e investidores prontos. O que precisamos agora é avançar com segurança regulatória e instrumentos que reduzam o custo de capital, permitindo que esses projetos saiam do papel”, afirmou.
A diretora-executiva, Fernanda Delgado, D.Sc., destacou o caráter estratégico da agenda. “Essa agenda é um chamado à ação. O Brasil reúne vantagens competitivas únicas, mas precisa avançar rapidamente na organização regulatória e na coordenação institucional para transformar potencial em realidade”, pontuou. Ela também reforçou o principal desafio do setor: “O grande desafio de 2026 é concluir a regulamentação infralegal do marco do hidrogênio de baixa emissão de carbono. Essa etapa é essencial para viabilizar as decisões finais de investimento e dar segurança aos projetos.”
Com potencial para a economia e papel central na descarbonização, o hidrogênio verde coloca o Brasil diante de uma janela histórica que exige rapidez, coordenação e decisões estratégicas.
O Diretor-Geral da ANP, Artur Watt, representou a Agência no evento de lançamento da Agenda Estratégica ABIHV – Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde 2026, realizado na Câmara dos Deputados, em Brasília. Em sua fala, Watt destacou que a agenda da ABIHV também é uma agenda da ANP, que recebeu, em 2024, a atribuição legal de regular o hidrogênio de baixa emissão de carbono, pela Lei nº 14.948/2024. “Temos muito orgulho dessa competência legal recebida. Hoje já vemos grandes projetos no Brasil, mostrando que a produção de hidrogênio é viável em nosso país”, disse.
O Diretor-Geral também ressaltou a importância estratégica de todas as fontes de energia, em especial em momentos de instabilidade geopolítica internacional, como o atual. Ele lembrou a relevância, para o Brasil, dos biocombustíveis, do gás natural, do petróleo e, mais recentemente, a do hidrogênio.
“No cenário global atual, nenhuma fonte pode ser ignorada. É nessa ótica que o hidrogênio se faz cada vez mais importante. O hidrogênio pode ser usado na produção de matérias-primas que serão certificadas no Brasil, e pode também ser exportado. Ele é cada vez mais estratégico para a soberania nacional, para nossas metas de transição energética e para o desenvolvimento do país como um todo”, afirmou.

