A ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis vai manter a interdição da torre de destilação da Refit – Refinaria de Manguinhos, o que na prática significa a impossibilidade de refinar petróleo na unidade. Sete fiscais da ANP estiveram na refinaria e encontraram falhas de segurança operacional, sobretudo ligadas ao sistema de combate a incêndios. Os resultados da fiscalização ainda estão sendo avaliados, mas um primeiro relatório já aponta falhas como a falta de força no jato d’água para alcançar a torre. Outra falha diz respeito à exigência de três bombas em funcionamento para envio da matéria-prima à torre, o que não foi cumprido, segundo interlocutores da ANP. Esses e outros achados da visita serão incorporados no processo de interdição parcial da unidade.
A Refit chegou a ser totalmente interditada pela ANP no fim de setembro, condição que acabou flexibilizada três semanas depois, para movimentação de produtos de terceiros. Por ora, a diretoria colegiada da ANP segue impedida de julgar processos administrativos envolvendo a Refit graças a uma decisão liminar do desembargador Newton Ramos, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), de 18 de dezembro, que acolheu o argumento da Refit sobre condução potencialmente parcial. A procuradoria da ANP busca derrubar a liminar para retomar julgamentos relacionados à Refit.

