O diretor de Gás Natural do Ministério de Minas e Energia (MME), Marcello Weyght, afirmou que Brasil e Argentina estão próximos de um acordo estratégico para a comercialização de gás natural. O anúncio foi feito na Rio Pipeline & Logistics, evento organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás.


O protocolo de intenções prevê o fornecimento de gás do campo de Vaca Muerta, com volumes iniciais de 2 milhões de m3/d destinados ao Brasil no curto prazo, podendo alcançar 10 milhões de m³/dia em três anos e até 30 milhões de m³/dia a partir de 2030.
“De maneira geral, um grande recado é que nunca estivemos tão próximos de fazer essa integração, não só pela questão dos dutos existentes, mas por todo o diálogo e mobilização dos agentes envolvidos”, disse Weyght.
O presidente do Instituto Argentino del Petroleo y del Gas (IAPG), Ernesto López Anadón, reforçou essa visão de colaboração, destacando a importância de os países do Cone Sul aproveitarem os recursos de gás de Vaca Muerta. Anadón enfatizou que a integração energética ocorrerá quando os atores empresariais se movimentarem, gerando acordos e negócios, com os governos facilitando o processo por meio de regulações apropriadas.
O vice-presidente Comercial da Tecnopetrol, Leonardo Macchia, destacou que a demanda é um fator decisivo para que as exportações ocorram de forma sustentada e de longo prazo. “O Brasil precisa estar disposto a assinar contratos de abastecimento de longo prazo para viabilizar os gasodutos”.
Para o presidente do IBP, Roberto Ardenghy, que mediou o painel, a integração entre os dois países é estratégica. “A Argentina representa hoje uma alternativa muito interessante para o mercado brasileiro de gás”, concluiu.

