China lidera construção naval

A indústria naval chinesa continuou a liderar o mercado global no primeiro semestre de 2026, com o volume de navios concluídos, novas encomendas e carteira de pedidos atingindo recordes históricos, segundo dados divulgados pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação daquele país.

No primeiro semestre deste ano, o volume de navios concluídos na China — um indicador-chave da capacidade de construção — alcançou 36,5 milhões de toneladas de porte bruto (TPB), um aumento de 51,2% em relação ao ano anterior.
A carteira de pedidos, que reflete a estabilidade do setor a longo prazo, ficou em 363,25 milhões de TPB, um aumento de 54,9%.As novas encomendas, uma medida da competitividade do mercado, dispararam para 121,06 milhões de TPB — um salto de 173,1% que já supera o pico anual anterior.

“O mercado global em expansão, iniciado no primeiro trimestre, continuou no primeiro semestre do ano. A construção naval chinesa continua a se destacar, com o volume de projetos concluídos e a carteira de encomendas crescendo mais de 50%. O que realmente impressiona é o aumento expressivo de novas encomendas — uma conquista notável”, afirmou Li Yanqing, vice-presidente da Associação Chinesa da Indústria Naval Nacional.

Uma análise dos dados de novas encomendas mostra que a participação da China no mercado internacional para os três principais tipos de navios — graneleiros, porta-contêineres e petroleiros — ultrapassou 80%, refletindo a capacidade de construção naval em larga escala do país em todas as categorias de embarcações.
Enquanto isso, embarcações ecológicas e de baixo carbono emergiram como uma área de crescimento fundamental para a transformação e modernização da indústria naval chinesa.

“Por três anos consecutivos, a China deteve mais de 68% da participação no mercado global de novas encomendas de embarcações ecológicas. No primeiro semestre deste ano, o país manteve essa alta proporção. A transição para a fabricação de embarcações de médio e alto padrão está ganhando força, e a China é claramente um ator dominante nesse aspecto”, concluiu Li.

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