A Cisco busca se posicionar como uma plataforma capaz de suportar cargas de Inteligência Artificial (IA) agêntica, modelo em que sistemas autônomos tomam decisões, executam tarefas e interagem com outras aplicações. E parte dessa estratégia envolve participar damodernização do backbone de conectividade de provedores de banda larga.

Esse posicionamento foi feito pelo presidente da Cisco Brasil, Ricardo Mucci, e pelo vice-presidente da companhia na América Latina, Laercio Albuquerque, durante o evento Cisco Connect 2026, em São Paulo.
De acordo com Mucci, a infraestrutura de backbone está ficando inadequada para suportar as demandas de IA, sobretudo modelos autônomos da tecnologia. “Há um débito técnico do quanto essas infraestruturas estão obsoletas para aguentar a IA”, afirmou.
Isso ganha importância diante dos movimentos de revitalização de operações on premise (na própria empresa, em vez da nuvem) e de levar o processamento para mais perto do usuário, por meio de data centers de borda (edge).
Mussi indicou que a Cisco busca implementar uma arquitetura conhecida como “colapsação de backbone”, sistema no qual diversos segmentos de rede local (LAN) e dispositivos são conectados a uma central de alta capacidade. O executivo demonstrou otimismo com o mercado de data centers: segundo ele, equipamentos da Cisco estão em 90% dos data centers instalados no Brasil, inclusive em data centersenterprise. E assegurou que seus clientes não estão segurando os investimentos, estão investindo no refresh tecnológico e que não dá esperar o Redata para agir.
Laercio Albuquerque, VP da Cisco na América Latina, reforçou que as empresas “não conseguem implementar projetos de IA com infraestruturas de dez anos atrás”. Ainda assim, afirmou que, entre os países da região, Brasil e México estão “alinhados com o resto do mundo” no que diz respeito ao avanço do parque de data centers. “O mundo está de ponta-cabeça, mas os investimentos em tecnologia continuam e trazer o processamento para a ponta, está acontecendo cada vez mais”.

