Conteúdo local na indústria de óleo e gás: sugestões e análises do Ineep


Revisão da política da Petrobras de contratação de plataformas por meio de afretamento, com a sua substituição por unidades próprias adquiridas no mercado interno na modalidade de EPC (Engenharia, Suprimento e Construção), e foco na construção de pequenas embarcações.

As duas sugestões constam de estudo realizado pelo Ineep Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, que traça o histórico da política de conteúdo local na atividade de exploração e produção de óleo e gás no Brasil, destacando os momentos de avanços e retrocessos, aponta seus benefícios, faz comparações de custos de diferentes modalidades, além de analisar a legislação atual.

O trabalho, que leva o título de “Nota técnica Ineep – Uma política de conteúdo local”, também faz sugestões para a adoção de política para a área de abastecimento (refino e logística), incluindo novos combustíveis, embora esses segmentos da indústria não tenham regras para conteúdo local. Há, segundo o estudo, oportunidade para a criação de medidas que contemplem fornecedores do mercado interno nas unidades de refino e no desenvolvimento de produtos integrados à transição energética.

“Nem mesmo sob o ponto de vista econômico, o afretamento se justifica”, comenta o estudo do Ineep, a partir de dados do Dieese. No primeiro semestre de 2023, os custos de extração de petróleo e gás em unidades operadas pela Petrobras foram inferiores aos das unidades afretadas para campos em águas do Pós-sal, ultraprofundas e na fronteira do Pré-sal, informa o estudo.

Com base em reivindicações recentes do Fórum em Defesa da Indústria Naval e Offshore do Rio de Janeiro, da Frente Parlamentar Nacional em Defesa da Indústria Naval e da Frente Parlamentar Estadual de Acompanhamento do Pólo Gaslub, o estudo alerta para vantagens de a Petrobras licitar plataformas por módulos (divididos em contratos de cinco módulos separados, além do casco da embarcação). “O objetivo é viabilizar a participação de estaleiros nacionais. Como está hoje, licitando as unidades por inteiro, é praticamente inviável a construção no Brasil”, diz ainda.

“É necessário priorizar o financiamento e a contratação de pequenas embarcações construídas no Brasil, aproveitando o conhecimento já existente e a demanda nacional tanto para barcos de apoio de novas FPSOs quanto para renovação da frota. Uma alternativa viável seria a transição para contratos de longo prazo para a construção de barcos de apoio no Brasil, seguindo as diretrizes estabelecidas pelos financiamentos do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social”, acrescenta.

Últimas Notícias

Petrobras é reconhecida pelo The Open Group como Companhia de Destaque Global em 2025

A Petrobras recebeu o prêmio “Most Valuable Organization 2025”, concedido pelo The Open Group, consórcio internacional sediado em Boston (EUA) que reúne mais de...

CNOOC iniciou produção do projeto de ajuste do campo petrolífero Weizhou

A CNOOC Limited anunciou que o Projeto de Ajuste do Campo Petrolífero Weizhou 11-4 e Desenvolvimento de Campos Satélites iniciou a produção. O projeto está...

TotalEnergies na Bolsa de Nova York

A TotalEnergies SE anunciou que, a partir de 08 de dezembro de 2025, suas ações ordinárias começarão a ser negociadas na Bolsa de Valores...