Copa Energia e UFMS pesquisam novos usos do GLP


Com o objetivo de criar um sistema alternativo mais sustentável para piscicultura, a Copa Energia e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) apresentaram o projeto Aplicação do Gás Liquefeito de Petróleo – GLP como recurso energético na produção de peixes (06/10) no auditório do Complexo EaD e Escola de Extensão (AGEAD/UFMS).

Desenvolvido na Estação de Piscicultura da Cidade Universitária (UFMS), o estudo, que tem anuência da ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, tem o intuito de promover a sustentabilidade energética na agricultura familiar incentivando o uso de GLP como fonte de energia para os sopradores e aeradores. Eles são responsáveis por oxigenar a água e são movidos à energia elétrica, proveniente da rede de distribuição e, alternativamente, de geradores a diesel.

Para Caio Turqueto, CEO da Copa Energia, esta aplicação é muito interessante para as fazendas, pois as situações de quedas de energia podem levar à mortalidade de todos os peixes. “No projeto, os equipamentos são automaticamente acionados, à base de GLP, quando a concentração de oxigênio reduzir abaixo do nível recomendado”, afirma.

A iniciativa agrega valor à atividade da piscicultura em pequenas propriedades rurais e gera emprego e renda extra para as famílias, evitando assim o êxodo rural, um dos maiores desafios da sucessão no campo. O projeto envolve estudos com duas espécies: pacu (Piaractus mesopotamicus) e tilápia-do-Nilo (Oreochromis niloticus) – esta responsável por 98% das exportações do País em piscicultura.

“A análise do GLP como opção de fonte energética para esses sistemas permitirá que os processos de tomada de decisão nas alternativas de investimentos existentes sejam feitos de modo mais aderente à realidade tecnológica já observada em diversos países do mundo, onde a molécula do gás participa de forma abrangente da matriz energética”, destaca Turqueto.

Com a pesquisa “Aplicação do Gás Liquefeito de Petróleo – GLP como recurso energético na produção de peixes”, a Copa Energia e a UFMS oferecem à piscicultura brasileira uma forma mais sustentável para crescer em um cenário onde o Brasil alcançou recorde de exportações do setor, segundo apontou o estudo realizado pela Embrapa Pesca e Aquicultura.

A parceria também está analisando o potencial de microgeração de Energia à base de GLP com resultados já considerados competitivos. Esta iniciativa, que também é inédita no Brasil e conta com a anuência da ANP, tem capacidade de 75 megawatts.

Segundo Marcelo Augusto Santos Turine, reitor da UFMS, só existe inovação se tem ciência. “Estamos muito felizes em nos unir com uma grande empresa, que é a Copa Energia, e com o Governo Federal, via ANP, nesta articulação pioneira. Uma história de sucesso que, hoje, celebramos com vários resultados positivos para os negócios dos nossos empreendedores brasileiros”, conclui.

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