A Inteligência Artificial já reorganiza profissões, rotinas e decisões de negócio. No entanto, essa transformação concentra uma profunda desigualdade de gênero: mulheres dedicam, em média, 10,5 horas a mais por semana ao trabalho doméstico e cuidado, o que reduz o tempo disponível para aprender e experimentar novas tecnologias.
O novo estudo produzido pelo time de Dados & Estratégia do Grupo In Press, com apoio do escritório Carol Hannud Advogadas, analisou 30.384 publicações em redes sociais para responder quem está definindo a narrativa sobre o futuro tecnológico e qual é o lugar das mulheres nessa conversa.
O estudo aponta que a narrativa sobre IA é produzida, sobretudo, por homens e organizações: entre as vozes identificadas, apenas 4,2% são de mulheres; que em março, durante o Mês da Mulher, 59% dos posts que cruzam os dois temas têm sentimento negativo, com foco em violência, risco e proteção; e que educação, empoderamento e dupla jornada, temas com maior potencial de transformar estruturalmente a participação feminina na IA, somam menos de 4% das publicações.

Por trás desses números está o chamado “teto de vidro tecnológico”: um conjunto de barreiras de tempo, acesso e representação que impede as mulheres de participar plenamente da revolução em curso.
A narrativa não é celebratória, mas a conversa ainda está em formação e quem entrar agora tem o poder de moldá-la. O estudo completo está aqui!

