ENGIE é destaque no primeiro leilão de transmissão da Aneel do ano


A ENGIE Brasil foi destaque no Leilão de Transmissão promovido pela Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica. A companhia arrematou o lote 2 e os sublotes 3A, 3B, 3C e 3D, consolidando sua estratégia de expansão nacional com novas concessões nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Ceará. O arremate ocorreu por meio de sua subsidiária integral ENGIE Transmissão de Energia Participações S.A.

O lote 2 e os sublotes 3A, 3B, 3C e 3D foram arrematados com uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 122,7 milhões e investimentos totais estimados pela Aneel em cerca de R$ 1,5 bilhão, com potencial de gerar 4.500 empregos. 

O certame foi realizado com o intuito de ampliar a infraestrutura de transmissão e fortalecer a segurança do sistema elétrico nacional, reduzindo restrições operativas e favorecendo o aproveitamento das energias renováveis.

Informações sobre os lotes

Lotes arrematados:

LoteEscopoUFCapexExtensãoRAP Empregos estimados
2LT 230 kV Ponta Grossa –Canoinhas C1, 143 km;PR/SCR$ 193,6 milhões143 kmR$ 18,1 milhões 550
3Sublote 3A:  SE 500 kV Ceará Mirim II -Compensações Síncronas 1 x (-200/+300) Mvar;   Sublote 3B: SE 500 kV Quixadá -Compensação Síncrona 1 x (-200/+300) Mvar   Sublote 3C: SE 500 kV Morada Nova -Compensações Síncronas 2 x (-200/+300) Mvar;   Sublote 3D: SE 500 kV Assú III -Compensação Síncrona 1 x (-200/+300) MvarRN/CER$ 1,3 bilhãoR$ 104,6milhões3.950

Com a aquisição do Lote 2, a ENGIE Brasil será responsável pela construção de uma linha de transmissão que conectará os estados do Paraná e Santa Catarina. O projeto prevê 143 km de extensão e investimento estimado pela Aneel em mais de R$193 milhões. O empreendimento tem como objetivo ampliar a capacidade do sistema de transmissão na região. O prazo estimado para conclusão das obras é de 42 meses.

O Lote 3 concentra o maior volume de investimentos do certame e prevê aportes superiores a R$1,3 bilhão para a construção de cinco compensadores síncronos nos estados do Rio Grande do Norte e Ceará. 

O projeto foi dividido em quatro sublotes, e a ENGIE será responsável pelas obras do sublote 3A, que contempla a implantação do compensador síncrono na subestação Ceará-Mirim II, no Rio Grande do Norte, com investimento estimado em R$ 285 milhões. O sublote 3B prevê a construção do síncrono na subestação Quixadá, no Ceará, com aporte estimado em R$ 272 milhões. O sublote 3C abrange a implantação na subestação Morada Nova, no Ceará, com investimento estimado em mais de R$538 milhões. Já o sublote 3D inclui a construção do compensador na subestação Açu III, no Rio Grande do Norte, com investimento aproximado de R$ 285 milhões. O prazo previsto para conclusão das obras é de até 42 meses.

Este leilão representa um marco para o setor elétrico brasileiro e foi promovido em um momento estratégico em que a expansão do sistema de transmissão se torna essencial para mitigar os impactos do curtailment e assegurar o escoamento eficiente de energia. A participação da ENGIE Brasil neste certame reforça nosso interesse em acelerar a expansão da infraestrutura elétrica nacional, contribuindo para um sistema mais integrado, estável e preparado para o crescimento da geração renovável”, afirma Eduardo Sattamini, CEO da ENGIE Brasil.

O prazo das concessões do serviço público de transmissão — que compreende as etapas de licenciamento, construção, operação e manutenção das instalações — será de 30 anos, contados a partir da data de assinatura dos contratos. A companhia também prevê antecipar a entrega dos empreendimentos arrematados, reforçando seu compromisso com eficiência operacional e cumprimento de prazos.

A ENGIE Brasil tem ampliado sua presença no segmento de transmissão e, em dezembro de 2025, operava 3.787 km de linhas de transmissão, além de nove subestações próprias em diferentes regiões do país. Entre os destaques estão os sistemas Novo Estado (PA e TO), Gralha Azul (PR) e Graúna Brownfield (ES).

Ao longo do último ano, a Companhia assumiu, em julho, a operação com equipe própria da parte brownfield do projeto Graúna, com extensão de 163 km e duas subestações próprias, no Espírito Santo, e iniciou a operação, em novembro, da primeira parte do projeto Asa Branca, com 334 km de extensão no Sul da Bahia. Além disso, avançou na implantação desses dois sistemas de transmissão de grande porte: os três trechos restantes do projeto Asa Branca, na Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo, com extensão de 666 km, e o empreendimento Graúna, nos estados de Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e São Paulo, com extensão de 738 km. Juntos, esses projetos acrescentarão 1,9 mil km de linhas de transmissão ao sistema elétrico nacional, contribuindo para o escoamento da energia e para o aumento da resiliência da rede elétrica.

“Ao investir em uma rede moderna e resiliente, contribuímos para que o sistema elétrico brasileiro esteja preparado para acompanhar as novas demandas do setor. Neste contexto, a ENGIE Brasil tem direcionado investimentos em projetos com o objetivo de consolidar sua atuação no setor com foco em segurança e qualidade operacional. Por isso, avaliamos cada lote arrematado de forma criteriosa, garantindo que os projetos sejam conduzidos com governança, integridade, segurança e diretrizes socioambientais”, afirma Gustavo Labanca, diretor de transmissão da companhia.

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