Estudo de viabilidade aponta RoI em frotas elétricas a partir de nove meses


O setor de logística e entregas no Brasil acaba de ganhar um novo referencial de eficiência com a divulgação de uma análise técnica exclusiva, realizada pela equipe técnica da Auper, empresa brasileira especializada em tecnologia e mobilidade elétrica. O levantamento detalha que o custo total de operação (TCO) de uma frota com 100 motos elétricas de bateria estendida da marca é de R$2,2 milhões no primeiro ano. Esse valor representa uma redução drástica frente aos R$3,9 milhões estimados para a operação com modelos a combustão de 160cc no mesmo período.

A viabilidade financeira apresentada pela Auper se sustenta mesmo com um valor de aquisição superior na compra. A análise utiliza como base o preço médio da gasolina a R$ 6,33 por litro frente ao custo de R$ 0,618 por kWh. Para operações que rodam 6.000 km por mês, por exemplo, o ponto de equilíbrio é atingido já no 9º mês. Em casos de menor rodagem, como 2.000 km por mês, a eficiência operacional se consolida no 28º mês e garante uma redução progressiva de custos fixos e maior lucratividade ao longo do tempo.

“O mercado corporativo muitas vezes foca no preço de prateleira, mas o gestor de frota experiente olha para o custo total da operação. Quando o ponto de equilíbrio ocorre em menos de um ano, a eletrificação deixa de ser apenas uma meta de sustentabilidade para se tornar uma obrigação de eficiência financeira”, avalia Silvio Rotilli, CEO e cofundador da Auper.

A tecnologia da Auper elimina componentes críticos que encarecem o dia a dia das operações logísticas. Sem a necessidade de trocas de óleo, filtros, embreagens e sistemas de escape, o custo de manutenção anual por moto cai de uma média de R$2.500 para cerca de R$950. Para um gestor com 100 veículos, essa simplificação mecânica preserva até R$180 mil por ano no caixa da operação.

No abastecimento a diferença é ainda mais acentuada. Enquanto o gasto anual com gasolina para uma moto que percorre 100 km por dia é de R$5.280, o consumo de energia da Auper para a mesma distância fica em apenas R$780. Essa economia alcança R$450 mil considerando 100 motocicletas em um ano e é um fator importante para a viabilidade das frotas da nova geração.

“A redução drástica de peças móveis traz economia de tempo e dinheiro, além de previsibilidade operacional. Menos tempo parado na oficina significa uma frota que produz mais quilômetros por dia com um custo por quilômetro até seis vezes menor do que o modelo a combustão”, explica Rotilli.

O estudo realizado pela equipe técnica da Auper também traz dados sobre a racionalidade econômica da infraestrutura de recarga defendida pela marca. O investimento necessário para instalar 100 pontos de recarga Nível 2 de 7 kW cada é de cerca de R$300 mil, enquanto o modelo de estações de swap (troca de baterias) exigiria mais de R$2,2 milhões para a mesma escala. Além do custo inicial, a Auper aponta que o modelo de troca de baterias apresenta custos anuais superiores à sua própria receita. Em contrapartida, os carregadores Nível 2 se pagam em apenas sete meses. A disponibilidade operacional também é um fator crítico, já que as estações de troca podem ficar indisponíveis quase dois meses a mais por ponto, por ano, quando comparadas à tecnologia de recarga direta.

Para além dos ganhos financeiros, a Auper quantifica o impacto ambiental positivo da eletrificação. Uma frota de 100 motos elétricas percorrendo 20 mil km anualmente evita a emissão de 1,4 tonelada de monóxido de carbono e 132 kg de óxidos de nitrogênio. “Provamos que o impacto ambiental positivo agora caminha junto com a eficiência que o mercado logístico exige. A descarbonização não pode ser um custo extra, mas sim o motor da viabilidade. Na prática, isso se traduz em redução de custos operacionais e ganho de eficiência energética real para o Brasil”, conclui Rotilli.

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