Estudo mostra que SP pode substituir até 32% do gás por biometano


Um estudo lançado pela Fiesp com associações e empresas industriais – Abiogás, Abrema, Unica, Abividro, Aspacer, Anfacer e Scania – (05/06), que traça um panorama detalhado da oferta, demanda e oportunidades associadas ao biometano em São Paulo, reforça o potencial do estado como uma nova fronteira energética no país, ao se destacar entre os maiores produtores de biogás e biometano do Brasil.

Encomendado pela Fiesp e elaborado pelo consórcio Instituto 17, PSR e Amplum Biogás, o estudo identificou uma oferta potencial de 6,4 milhões de Nm³/dia no estado, volume que equivale a 32% do consumo atual de gás natural ou 24% do diesel utilizado no transporte. A produção estimada viria de 181 plantas (sendo 84% do setor sucroenergético e 16% de aterros sanitários) e teria capacidade de mitigar até 16% das metas de descarbonização, inclusive de gerar cerca de 20 mil empregos.

Além de mapear e quantificar o potencial produtivo de biogás e biometano em São Paulo, o levantamento propõe a criação de polos regionais de produção, baseados em critérios de geolocalização e infraestrutura existente. Também aponta a integração logística como estratégia essencial para ampliar o escoamento e viabilizar o crescimento do mercado

veja o estudo completo aqui.

A publicação apresenta ainda um portfólio de políticas públicas para impulsionar o setor, organizadas em quatro eixos:

*Oferta competitiva, com incentivos fiscais e valorização ambiental;

*Infraestrutura e mercado, com regulação e apoio à formação de polos produtivos;

*Estímulo à demanda, com foco no transporte pesado, incluindo corredores sustentáveis e benefícios fiscais;

*Medidas transversais, como governança energética e fomento à inovação.

“O objetivo do estudo é alavancar o biometano, seja como alternativa ao gás natural fóssil ou ao diesel. Em relação ao gás natural, a viabilidade econômica é mais apertada, mas frente ao diesel, a vantagem é maior, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental. No entanto, o caminho é mais longo, especialmente por desafios como infraestrutura de abastecimento e a adesão ao uso de caminhões movidos a biometano“, explica André Rebelo, diretor executivo de Infraestrutura da Fiesp.

Ao reconhecer a vocação do estado para a bioeconomia, a publicação reafirma o papel do biometano como alternativa energética de baixo carbono, com capacidade de impulsionar a reindustrialização, fortalecer a sustentabilidade e promover a liderança paulista na transição energética nacional

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