FID nos poços Bourdon e Golfinho eleva a meta de produção para 2028 para mais de 100 mil bpd


A BW Energy tomou a decisão final de investimento para o desenvolvimento de Bourdon, na licença de Dussafu, na costa do Gabão, e para uma campanha de novos poços de preenchimento na licença de Golfinho, na costa do Brasil. A estimativa combinada de reservas 2P é de 68 milhões de barris de óleo equivalente.

Os dois projetos aprovados refletem a estratégia de crescimento da empresa, baseada em desenvolvimentos faseados impulsionados por infraestrutura, minimizando o capital em risco e proporcionando altos retornos. Juntos, eles aumentam a meta de produção líquida da BW Energy em aproximadamente 10%, para mais de 100.000 barris de petróleo por dia em 2028, e contribuem para que a empresa mantenha esse nível de produção na próxima década.

Destaques da Fase 1 de Bourdon: 25 milhões de barris de óleo equivalente em reservas brutas 2P, dos quais aproximadamente 100% são de petróleo; a primeira produção de petróleo está prevista para o primeiro trimestre de 2028; projeto com uso eficiente de capital, com conversão da plataforma Akoum (antiga Jasmine Alpha) em uma nova plataforma de cabeça de poço com 12 slots; produção inicial a partir de três poços e capacidade para fases futuras com potencial adicional de aproximadamente 200 milhões de barris de óleo equivalente (mmboe) de petróleo in situ perto de Bourdon. Com investimento líquido de capital (CAPEX) de US$ 300 milhões, com gastos pré-produção de petróleo de aproximadamente US$ 100 milhões, viabilizados por um recente acordo de venda e arrendamento (sale-and-leaseback) com a Minsheng; assinatura de um termo de compromisso para arrendamento de longo prazo, que deverá cobrir 100% do CAPEX da plataforma de poço antes da primeira produção de petróleo; Taxa interna de retorno (TIR) ​​acima de 25% a US$ 60 por barril e ponto de equilíbrio a US$ 45 por barril com taxa de desconto de 10%.

Os parceiros da BW Energy (operadora, participação de 73,5%) são Panoro (participação de 17,5%) e Gabon Oil Company (GOC) (participação de 9,0%).

Destaque-se nos poços de Golfinho: 50 milhões de barris de óleo equivalente em reservas 2P, dos quais 42% são petróleo e 58% são gás. Primeiro petróleo previsto para o final de 2028; quatro novos poços (três na licença Golfinho e um na licença Camarupim) em localizações comprovadas, que serão interligados à FPSO Golfinho, aproveitando o gasoduto de exportação existente entre a FPSO e a costa.

A produção na área de Golfinho deverá triplicar para cerca de 30 mil barris de café por dia a partir de 2029. Investimento líquido de capital (CAPEX) de US$ 450 milhões, dos quais US$ 170 milhões estão comprometidos com itens de longo prazo e US$ 280 milhões com opção de cronograma de gastos de até 6 meses antes da primeira produção de petróleo.

Golfinho tem baixo custo de desenvolvimento – de aproximadamente USD 9 por barril -, viabilizado pela infraestrutura existente; a taxa interna de retorno é superior a 50% a US$ 60 por barril e o ponto de equilíbrio é atingido a US$ 40 por barril com uma taxa de desconto de 10%.

A operadora é a BW Energy, com 100% de participação.

“Esses dois projetos adicionam produção altamente lucrativa em licenças com reservas comprovadas e múltiplas oportunidades de crescimento. Por meio da reutilização de ativos de energia existentes e de uma abordagem faseada, a BW Energy otimizou as soluções de desenvolvimento, apoiadas por financiamento de baixo custo garantido por infraestrutura. Isso resulta em projetos de alto retorno, aumentando nossa produção líquida para mais de 100 mil barris de petróleo por dia em 2028 e nos posicionando para sustentar esse nível na próxima década”, disse Carl K. Arnet, CEO da BW Energy.

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