De 21 a 25 de setembro, a Fiesp e o SENAI-SP serão palco do Exercício Guardião Cibernético 8.0, o maior treinamento de defesa cibernética do Hemisfério Sul. Coordenado pelo Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), do Exército Brasileiro, o evento chega à sua oitava edição com uma novidade: além do hub central em Brasília, haverá outros polos distribuídos pelo país, incluindo um hub no Recife (foto) e um hub em São Paulo, dedicado à indústria, com simulações de ameaças cibernéticas, palestras, ações educativas e experiência imersiva aberta ao público.
Em São Paulo, o exercício ocorrerá simultaneamente em dois endereços: em São Caetano do Sul, no Cyberlab do SENAI-SP, a simulação reunirá equipes de agravamento de crise, em um ambiente controlado de alta tecnologia, com a participação de mais de 50 empresas de diversos setores estratégicos, especialistas e militares do ComDCiber. Maior laboratório de segurança cibernética da América Latina, o Cyberlab simula ameaças digitais complexas, apoia a proteção de infraestruturas industriais críticas e abriga recursos avançados, como o primeiro computador quântico educacional do Brasil; na Fiesp, na Avenida Paulista, uma arena interativa abrirá as portas ao público, com uma experiência imersiva que simulará o impacto de ameaça cibernética a uma planta industrial 4.0. A programação inclui ainda palestras e workshops sobre proteção de dados e golpes digitais.
Resiliência cibernética
Osetor produtivo depende cada vez mais de sistemas conectados para manter as operações. Ameaças cibernéticas podem comprometer linhas de produção, causar prejuízos financeiros e interromper serviços essenciais, colocando em risco a segurança e o bem-estar da sociedade.

Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, a realização do hub em São Paulo amplia o alcance do exercício e coloca a indústria no centro do debate sobre segurança digital. “A transformação digital traz avanços, mas também enormes desafios para a sociedade. Nosso papel à frente da indústria é agir de forma preventiva para cuidar da continuidade dos serviços essenciais e o bem-estar de cada brasileiro. Estar preparado para ciberataques é uma questão de responsabilidade com as pessoas e com o futuro do Brasil”, afirma.
A participação do SENAI-SP reforça o apoio ao setor empresarial na proteção de sistemas digitais e redes corporativas.

“Com laboratórios de simulação, formação especializada e infraestrutura de ponta, a instituição prepara profissionais para antecipar riscos, proteger sistemas e manter a operação diante de ameaças cibernéticas, fortalecendo a resiliência e a competitividade da indústria”, explica Emerson Costa, diretor da Escola SENAI-SP de São Caetano do Sul, especializada em Cyber e IA.

