Governo leva energia solar a 40 escolas do litoral paulista

Quarenta escolas estaduais do litoral de São Paulo vão produzir a própria energia a partir de usinas solares, com investimentos estimados em R$6 milhões da Neoenergia Elektro. A iniciativa é fruto de um convênio do Governo do Estado, que foi firmado em fevereiro deste ano, por meio das secretarias de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e de Educação (Seduc). O acordo prevê a geração de 1,7 GWh por ano. 

A ação integra o Programa de Eficiência Energética (PEE) da Aneel e prevê diagnósticos completos nas unidades, modernização dos sistemas de iluminação e redução de custos operacionais. Entre os principais resultados esperados está a instalação de usinas solares fotovoltaicas totalizando 1,3 MW (megawatt) de potência instalada. A geração anual do sistema é estimada ao consumo de 770 residências e deve atender cerca de 75% da demanda elétrica das escolas contempladas, beneficiando diretamente 29 mil estudantes, professores e funcionários.  

O projeto prevê a realização de diagnósticos completos das instalações de cada unidade escolar, mapeadas pela Seduc, e localizadas em 12 municípios do litoral do Estado, na área de concessão da Neoenergia Elektro. As análises têm o objetivo de identificar oportunidades de redução no consumo de energia, incluindo a modernização dos sistemas de iluminação para garantir maior eficiência e conforto nos ambientes educacionais. 

A iniciativa se revela oportuna diante da crescente demanda de energia decorrente da instalação e do uso de aparelhos de ar-condicionado nas escolas, que melhoram as condições de trabalho para os professores e o aprendizado dos alunos. O diagnóstico e as melhorias propostas fortalecem a infraestrutura elétrica das unidades e mitigam os impactos do crescimento da carga em virtude da demanda dos sistemas de climatização, gerando economia aos cofres públicos estaduais. 

Para a secretária da Semil, Natália Resende, a iniciativa se integra às políticas públicas na área de transição energética. “Em São Paulo, mais de 95% da energia elétrica que geramos já é renovável, impulsionada pelas hidrelétricas, pela biomassa e pela solar fotovoltaica. Esse projeto está alinhado com a estratégia climática do Estado, que inclui a expansão da geração local de energia limpa. Nesse desenho, tivemos cuidado com um desafio atual do setor elétrico: como parte das escolas tem um perfil de consumo predominantemente diurno, a geração solar é especialmente adequada, proporcionando eficiência não só para as unidades escolares, mas também para a gestão do sistema”, explicou. 

A Semil é responsável por todo o ciclo de políticas públicas estaduais voltadas à energia elétrica. “Ao reduzir os gastos com energia elétrica, o estado pode direcionar os recursos para outras áreas. Ao mesmo tempo, essas unidades passam a atuar como grandes laboratórios, despertando o interesse de novas gerações no aprendizado sobre transição energética e economia de baixo carbono diante dos desafios climáticos e das nossas potencialidades”, assegurou Natália Resende.
Fomento à educação ambiental

Além da economia nos gastos com energia, o convênio promove educação e conscientização ambiental na prática, aproximando estudantes e comunidades da realidade da transição energética e incentivando o uso consciente da energia desde a formação escolar. “Levar energia solar para nossas escolas é unir eficiência, economia e educação ambiental. Além de reduzir custos, o projeto transforma as unidades em espaços de inovação e sustentabilidade, aproximando os estudantes e suas famílias dos desafios e das oportunidades de um futuro mais sustentável”, afirmou o secretário da Educação do Estado de São Paulo, Renato Feder.  

A Neoenergia Elektro, que atende 223 municípios paulistas, estima investimento de R$6 milhões, integralmente provenientes do PEE. A ação busca fortalecer práticas sustentáveis no ambiente educacional, reduzindo desperdícios, promovendo economia e gerando benefícios ambientais, sociais e econômicos duradouros. Serão beneficiados diretamente 29 mil estudantes, professores e demais profissionais nas instituições de ensino contempladas pela ação. 

“A instalação das usinas solares fotovoltaicas em 40 escolas públicas transforma a transição energética em um benefício concreto para a população. Além de promover eficiência e reduzir custos, a iniciativa aproxima estudantes, educadores e comunidades dos benefícios da geração renovável e da importância do consumo consciente de energia. O projeto reforça uma trajetória consistente da Neoenergia em eficiência energética, que somente em 2025 investiu R$113 milhões em iniciativas que beneficiaram mais de 160 mil unidades consumidoras em todo o país”, destaca Solange Ribeiro, vice-presidente da Neoenergia.

Municípios contemplados

As escolas beneficiadas pela iniciativa estão localizadas em municípios do litoral Sul e do Norte do Estado. São eles: Bertioga, Cananéia, Guarujá, Ilhabela, Ilha Comprida, Iguape, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Registro e Ubatuba.

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