A produção brasileira de aço bruto atingiu 2,5 milhões de toneladas em fevereiro de 2026, retração de 7,9% em relação ao mês anterior, de acordo com os dados do Instituto Aço Brasil. As importações somaram 629 mil toneladas, aumento de 22,0%. Os produtos laminados representam a maior parcela desse volume, com entrada de 588 mil toneladas, avanço de 32,6%. Na mesma comparação, as exportações totalizaram 1,2 milhão de toneladas, um crescimento de 20,2%. As vendas internas aumentaram 3,5%, alcançando 1,6 milhão de toneladas, e o consumo aparente de produtos de aço foi de 2,2 milhões de toneladas, alta de 7,8%.

O Superintendente de Economia do Instituto Aço Brasil, Marcelo de Ávila, faz uma análise sobre os dados do setor. Mesmo com o fato de o mês de fevereiro conter menos número de dias úteis frente a janeiro, as variações de quase todos os indicadores foram positivas. A exceção foi a produção de aço bruto que recuou 7,9% para 2,5 milhões de toneladas. As vendas internas cresceram 3,5% frente ao apurado em janeiro para 1,6 milhão de toneladas, enquanto as exportações cresceram 20,2% e atingiram 1,2 milhão de toneladas. As importações continuam crescendo com alta de 22% e alcançaram 629 mil toneladas, o que caracteriza o maior patamar mensal desde maio de 2025. Com alta tanto das vendas internas quanto das importações, o consumo aparente avançou 7,8% para 2,2 milhões de toneladas.
Comparativamente ao acumulado de janeiro a fevereiro de 2025, a produção de aço bruto recuou 3,4%, as exportações avançaram 30,3% e as importações alavancaram 12,2%. Ao considerar apenas as importações de laminados, o aumento foi de 19,8%. As vendas internas recuaram 4,5%, continuando perder espaço para as importações. Mesmo com forte crescimento das importações, a intensa queda das vendas internas resultou na retração do consumo aparente que caiu 1,9% no mesmo período.
O Aço Brasil divulgou também o índice de confiança da indústria do aço. O Indicador de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) referente ao mês de março de 2026, recuou 8,3 pontos em março e atingiu 49,3 pontos, voltando a ficar abaixo de 50 pontos, o que denota falta de confiança dos CEOs do setor.

