Logística reversa avança, mas ainda é exceção fora do agronegócio

Quarto maior produtor de lixo plástico do mundo, ficando atrás apenas de EUA, China e Índia, o Brasil vive um contraste quando o assunto é economia circular e logística reversa. Por um lado, o país ainda engatinha na reciclagem em geral, com somente 8,3% de todo o lixo urbano sendo reciclado, conforme dados do Panorama dos Resíduos Sólidos da Abrema – Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente). Por outro, quando o recorte é o agronegócio, o Brasil ostenta a liderança global.
A prova de que o campo brasileiro está à frente dos países desenvolvidos vem dos números. Por exemplo, nos EUA, o índice de embalagens de defensivos agrícolas recicladas não passa de 33%. No Japão, o número é superior, chegando a 50%. Já na Alemanha, o percentual alcança cerca de 70%, enquanto na França, está entre 75% e 77%.
No Brasil, 100% das embalagens vazias são destinadas corretamente, sendo que 92% das embalagens seguem para reciclagem. A Campo Limpo Reciclagem, que conta com fábricas em Taubaté (SP) e Ribeirão Preto (SP) é a responsável por transformar as embalagens plásticas pós-consumo em matéria-prima de alto valor.

“Tenho muito orgulho em dizer que a Campo Limpo é o maior exemplo de como essa engrenagem funciona na prática. Única empresa no Brasil a ter uma produção de 100% de embalagens recicladas para defensivos agrícolas, a companhia atua como o elo final que viabiliza esse recorde e nos coloca na vanguarda global”, esclarece o presidente da Campo Limpo Reciclagem, Marcelo Okamura.

Pioneira mundial no seu segmento, há 16 anos a empresa funciona como um verdadeiro centro de desenvolvimento tecnológico, com modelo de negócio que apresenta a economia circular em sua forma mais pura. As embalagens vazias pós-uso devolvidas pelos agricultores nas unidades do Sistema Campo Limpo são transformadas em novas embalagens utilizadas pelo próprio setor.

O segredo do sucesso da logística reversa no agro nacional

Segundo Okamura, a logística reversa só funciona de fato quando existe uma indústria capaz de absorver o material pós-consumo e transformá-lo em um produto viável e seguro. “O agro destoa positivamente do restante dos segmentos porque criamos uma solução real, unindo tecnologia própria e escala industrial. O que poderia ser um problema ambiental se transforma em uma nova embalagem de máxima performance. Assim, fechamos o ciclo”.
Enquanto a logística reversa de eletrônicos, vidros e embalagens do varejo em geral ainda busca modelos econômicos sustentáveis, o setor agrícola já colhe os frutos de um Sistema consolidado. “Para o mercado, o recado que fica é que o Brasil tem competência para liderar a economia circular no mundo e o agronegócio já provou, com rentabilidade e responsabilidade, como isso deve ser feito”, finaliza o executivo.

Últimas Notícias

Mundo chega a 5 milhões de robôs nas fábricas, mas produtividade exige mais que automação

A Solversys comenta dados divulgados pela Federação Internacional de Robótica (IFR): o mundo chegou a 5 milhões de robôs industriais em operação em 2025,...

ANYbotics transforma portas em parte da infraestrutura autônoma de inspeção

A inspeção robótica industrial esbarra em um problema aparentemente simples, mas tecnicamente importante: uma porta com controle de acesso pode interromper uma missão autônoma....

Toyota renova e amplia aposta em ônibus a célula combustível

A Toyota lançou a nova geração do Sora, ônibus urbano movido a célula a combustível (FC), desenvolvido em conjunto com a Isuzu como parte...