Lula e Silveira dão início à energização do Linhão Manaus–Boa Vista

Foto: Ricardo Botelho/MME

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participaram na última quarta-feira (10/09), em Brasília, do início da energização do Linhão Manaus–Boa Vista. A operação, conduzida a partir dos Centros Nacional e Regional de Operação Norte/Centro-Oeste, na sede do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), marca a conexão de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN), concluindo o mapa energético do Brasil.

Com 725 quilômetros de extensão em circuito duplo de 500 quilovolts (kV), a linha demandou investimentos de R$ 3,3 bilhões e foi executada pela Transnorte Energia (TNE). O empreendimento representa um marco histórico para o setor elétrico brasileiro, garantindo estabilidade no fornecimento, tarifas mais justas e redução da dependência de termelétricas, até então responsáveis pela geração em Roraima.

Foto: Ricardo Botelho/MME

O ministro Alexandre Silveira destacou que a integração de Roraima simboliza não apenas um avanço técnico, mas também uma conquista estratégica para o país. “Ao conectar Boa Vista, última capital que estava fora do SIN, completamos o mapa energético do Brasil. É uma vitória social, econômica, geopolítica e ambiental. Este é o maior projeto de descarbonização da Amazônia, com a retirada gradual do diesel e a entrada da energia limpa do nosso sistema interligado”, afirmou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a experiência brasileira com o Sistema Interligado Nacional pode servir de referência para uma futura integração elétrica entre os países da América do Sul.

“Considero que poucos países possuem um sistema interligado como o nosso. Caso os líderes da América do Sul reconheçam a importância de um sistema como este, poderemos integrar o potencial energético de toda a América do Sul, transformando-nos em uma potência ainda maior. Dessa forma, nenhum país enfrentaria mais problemas de falta de energia, pois poderíamos realizar a transmissão de energia conforme a necessidade. Acredito que isso levará tempo, mas os governantes mundiais precisarão entender que o compartilhamento de experiências bem-sucedidas beneficia todos os povos da nossa região”, disse o presidente Lula.

Além de proporcionar fornecimento contínuo para hospitais, escolas, comércio e residências, o Linhão traz impacto direto na economia nacional. A conexão possibilitará economia superior a R$ 500 milhões por ano com a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), encargo pago por todos os brasileiros. Também está prevista a redução de mais de 1 milhão de toneladas de CO₂ anualmente, reforçando o compromisso do país com a transição energética.

Durante a fase de construção, foram gerados cerca de 3 mil empregos diretos. O projeto foi desenvolvido em diálogo com comunidades indígenas, em especial os Waimiri-Atroari, com ações de mitigação ambiental e preservação cultural. Grande parte das 1.390 torres foi projetada para que os cabos passem acima da copa das árvores, reduzindo impactos sobre a floresta.

Com a energização, Roraima passa a ter a mesma qualidade e segurança de fornecimento do restante do país, fortalecendo o desenvolvimento regional e atraindo novos investimentos. “Estamos iluminando casas, garantindo internet, mais segurança pública, melhores condições para hospitais e escolas, e sobretudo dignidade para o povo de Roraima”, reforçou Silveira.

A entrega do Linhão Manaus–Boa Vista sela um compromisso histórico de integração nacional, em um ano em que o Brasil recebe os holofotes da agenda climática internacional, na preparação para a COP30 em Belém.

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