Em novo formato, organizado pela Firjan – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, o Macaé Energy 2026 reúne mais de 10 mil inscritos entre empresários, autoridades, profissionais do mercado e estudantes. Mais de 80 empresas do mercado de óleo e gás de todo o país estavam representadas, O evento contou com um congresso técnico com mais de 50 horas de conteúdo.

“O contexto global atual reforça a importância do fortalecimento de nossas cadeias produtivas locais e o melhor aproveitamento de nossas capacidades para o crescimento e para segurança energética, prioridade de todas as nações”, apontou o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, em seu discurso na solenidade de abertura do evento.
Caetano destacou ainda a importância do petróleo como alicerce fundamental para a estabilidade econômica do planeta. “Isso, porém, não impede um olhar para a diversificação e complemento das fontes, a partir do olhar para o gás natural e a integração energética”, acrescentou o presidente da federação.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, por mensagem de vídeo, destacou que a companhia vai investir US$ 24,2 bilhões na região. Segundo ela, serão três novos navios-plataforma, mais de 150 poços, 2.230 quilômetros de linhas submarinas e modernização das unidades. Estimamos que a Bacia de Campos supere a produção de 1 milhão de barris de óleo equivalente por dia em 2034. O Macaé Energy é o espaço ideal para consolidarmos as relações a cadeia de fornecedores, pois são parcerias que impulsionam inovação, geram empregos e fortalecem a economia regional”, afirmou Magda.
Francisco Roberto de Siqueira, presidente da Firjan Norte Fluminense, ressaltou que o Macaé Energy se tornou um importante marco para o fortalecimento da cidade, apontada como a capital da energia no estado do Rio e polo estratégico para o futuro do setor energético nacional. Ele lembrou que a região é uma base industrial, que conta com empresas a nível global, que alavancam o crescimento desta indústria com alto nível de excelência e condições de contribuir para a expansão do mercado energético local e nacional. “Sabemos que ainda temos muito a produzir no Pré-Sal, Pós-Sal e nos Campos Maduros, com destaque merecido para a Bacia de Campos”, assegurou.

A Diretora Symone Araújo representou a ANP no Painel sobre o mercado de Gás Natural. Ela destacou os esforços da Agência em se reorganizar internamente para garantir que a agenda regulatória avance na velocidade que o mercado exige. “A gente observa, de forma muito concreta, uma ampliação do número de agentes e da dinâmica concorrencial no mercado de gás natural. Isso é resultado de ações regulatórias consistentes, que vêm sendo conduzidas para viabilizar um mercado mais aberto e mais eficiente”, disse.
Em sua avaliação, o gás natural será o combustível do futuro no Brasil. “O que estamos fazendo agora é construir as bases para que esse mercado funcione de forma competitiva e traga benefícios para toda a sociedade”, complementou. Segundo Symone Araújo, a ANP também vem se reorganizando internamente para avançar na agenda regulatória para o gás natural na velocidade que o mercado exige. “É um esforço de gestão para garantir que a regulação acompanhe o dinamismo do setor e viabilize, de fato, a abertura e o funcionamento do mercado”, finalizou.

