O novo Relatório do DNV oferece uma visão holística e intersetorial do Mar do Norte até 2050, enfatizando a colaboração e as sinergias entre as indústrias de frutos do mar, energia e transporte marítimo.
O Mar do Norte é um pilar fundamental da economia, da segurança alimentar e energética da Europa. Sendo a bacia marítima mais movimentada da Europa, exige uma gestão cuidadosa para equilibrar a sua riqueza com a saúde ambiental.
O Relatório indica que a transição energética impulsionará a diversificação econômica no Mar do Norte, com as receitas da energia eólica offshore devendo rivalizar com as do petróleo e gás. Prevê ainda que a região continuará sendo o principal polo de energia eólica offshore da Europa, com portos bem-posicionados para expandir a produção de novos combustíveis marítimos.
O planejamento espacial marinho é crucial, visto que a capacidade de energia eólica offshore deverá aumentar seis vezes até 2050, o que exige um equilíbrio entre energia renovável, produção de frutos do mar, transporte marítimo e conservação da natureza. São necessários investimentos significativos em infraestrutura marítima para superar os gargalos na cadeia de suprimentos e atender à demanda global por embarcações de construção.
Embora a demanda por frutos do mar vá aumentar, a manutenção de boas práticas de gestão manterá os volumes de captura da pesca no Mar do Norte estáveis até 2050. Enquanto a Noruega e o Reino Unido expandirão seus setores de aquicultura, a maior parte dos frutos do mar continuará vindo da pesca. Espera-se que o setor de aquicultura adote novas tecnologias para lidar com as preocupações ambientais e de saúde dos peixes.


