O que muda com a nova modalidade de medição de eficiência energética do Inmetro para condicionares de ar no Brasil


A primeira e mais evidente mudança ocorreu na etiqueta de conservação de energia elétrica denominada etiqueta (ENCE). Enquanto a antiga etiqueta ENCE indicava somente as classes de A à D, a nova etiqueta possui classes de eficiência energética que vão de A à F, na qual a classe A contempla o produto que consome menos energia elétrica e a classe F os produtos que consomem mais energia.

A mudança principal é o novo formato de medição da eficiência energética do produto condicionador de ar, que passou a considerar não somente o funcionamento do produto a carga máxima, mas também condições em cargas parciais que são as que mais se aproximam de evidenciar o real consumo do condicionador de ar ao longo de um ano em funcionamento.

“A nova medição é fator primordial para a comparação real do desempenho de produtos com diferentes tecnologias, como por exemplo, produtos inverter versus não inverter (on/off). Isso porque, praticamente, todos os aparelhos tinham classificação A e selo Procel na antiga medição, e o consumidor não conseguia mensurar os benefícios que a tecnologia inverter podia trazer na conta de energia devido ao baixo consumo, que variava entre 30 e 80% de economia nos atuais produtos inverter em relação ao produto não inverter”, explica Eduardo Roberto, Coordenador de P&D da Gree.

Até o fim do ano de 2022, os ensaios de eficiência energética seguiam os parâmetros dispostos na portaria do Inmetro número 7, de 4 janeiro de 2011, nos quais os produtos condicionadores de ar do tipo Janela e do tipo Split System, nas capacidades de até 60mil (Btu/h), eram submetidos a ensaios de eficiência energética em um único ponto de medição denominado EER, em português CEE (Coeficiente de Eficiência Energética). Nesse caso, o produto era testado a 100% da sua capacidade nominal em BTUs e frequência de rotação do compressor em hertz, com o único objetivo de alcançar umas das classes de eficiência energética A, B, C ou D.

Em 2023, os ensaios de eficiência energética permaneceram, porém estão seguindo novas medições de padrões, denominadas IDRS (Índice de Desempenho de Resfriamento Sazonal). Além disso, a apuração do consumo também mudou: antes era medido em kwh/mês, agora em kWh/ano, de acordo com a nova portaria Inmetro número 269, de 22 junho de 2021.

“Vale ressaltar que o índice passou a valer em 01 de janeiro de 2023, mas antes mesmo dessa data vigorar, o Inmetro autorizou aos fabricantes que implementassem a nova metodologia caso possuíssem produtos que atendessem aos novos requisitos naquela ocasião. A fabricante Gree se antecipou a essa data e no mês de abril de 2022 iniciou o primeiro lote de produção da série G-top inverter que ostentava a nova etiqueta de energia classe A e o novo selo Procel”, diz Eduardo Roberto.

A indústria irá obter melhor competitividade, pois o novo formato de medição permite que os consumidores tomem decisões de compra mais fundamentadas, diferenciando produtos de alta eficiência energética de produtos de média e baixa eficiência. Dessa forma, incentivando cada vez mais os fabricantes a produzirem condicionadores de ar mais efetivos e com altos níveis de IDRS. 

Por sua vez, o mercado nacional será abastecido a médio e a longo prazo com esses produtos, favorecendo os consumidores com a conta de energia elétrica, já que a nova medição vem com a nova etiqueta de energia que fornece evidências imparciais de que seus produtos são de fato mais eficientes e tecnológicos. Além disso, o QR Code contido na própria etiqueta do aparelho dá acesso à página oficial do Inmetro e permite ao consumidor constatar todos os modelos de condicionadores de ar homologados, evitando fraudes e riscos na utilização desses equipamentos.

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