Para entender o BRICS


O BRICS Policy Center lançou em dezembro o Caderno para Entender o BRICS, em sua sede localizada em Laranjeiras, no Rio de Janeiro. 

O lançamento contou com duas mesas de debate. Na primeira, a Ministra Paula Barboza (CGBRICS/MRE), o pesquisador Walter Desiderá (IPEA) e a representante da REBRIP, Graciela Rodriguez , abordaram a agenda da próxima Cúpula BRICS, que acontecerá no Brasil. 

Na segunda mesa, os autores do caderno — Marta Fernández, a diretora adjunta Maria Elena Rodriguez e o mestrando Renan Canellas — contaram os principais destaques da publicação. O Caderno para Entender o BRICS reflete o compromisso do BPC em democratizar o conhecimento sobre política internacional e promover diálogos que ampliem a inclusão global.

A publicação analisa o papel do BRICS na governança mundial, suas conexões com outras plataformas como o G20, e o impacto de instituições como o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), que financia projetos em países em desenvolvimento.

O material também reforça a relevância do Brasil na liderança do bloco em 2025, coincidindo com outras agendas internacionais, como a presidência do G20 e a realização da COP-30 em Belém, no Pará. O Caderno para Entender o BRICS é fruto do compromisso do BRICS Policy Center (BPC) em democratizar o conhecimento sobre política mundial e promover o diálogo entre diferentes setores – governos, academia, organizações da sociedade civil e movimentos sociais – para o enfrentamento das desigualdades globais. Lançado quando o BPC se aproxima de seus 15 anos de existência, em 2025, o Caderno consolida a trajetória do Centro como espaço de pesquisa e análise dedicado à compreensão e relevância dos países do BRICS no cenário global.

Este Caderno mostra a trajetória do BRICS, desde sua formação como um grupo de economias emergentes até sua expansão no formato BRICS+. como um bloco diversificado e influente, com o desejo comum de construir uma ordem mundial mais justa e equitativa.

Esse Caderno se propõe a pensar o BRICS em interconexão com outras plataformas multilaterais, como o G20. As questões discutidas no G20, sob presidência brasileira, reverberam no BRICS, consolidando a posição do Brasil como articulador central na definição de uma agenda comprometida com o enfrentamento das assimetrias globais. Questões debatidas em um espaço, como o G20, frequentemente transbordam e impactam outros, como a Cúpula do BRICS e, com certeza mais adiante a COP-30, que será realizada em novembro de 2025 em Belém, no Brasil. Esses cadernos não são peças encerradas em si mesmas, mas parte de um esforço contínuo e interconectado para compreender e atuar sobre dinâmicas que afetam a política mundial e a busca por maior justiça global.

Escrito em linguagem acessível, o Caderno é mais do que um guia: é uma ferramenta de engajamento para pesquisadores, jornalistas, organizações sociais e todos os interessados em compreender o funcionamento e o papel estratégico do BRICS. Esperamos que inspire reflexões e ações que fortaleçam o protagonismo do agrupamento na construção de um futuro mais justo e inclusivo.

O debate também examinou os resultados da presidência brasileira no G20, as prioridades da futura liderança sul-africana e os desafios globais, com destaque para as dinâmicas regionais e os reflexos das eleições nos EUA.

acesse o texto completo aqui.

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