Parceria entre Coppe e UFRN fortalece debate sobre descomissionamento de instalações offshore

Graco Aurélio Viana (centro) recebeu os pesquisadores da Coppe Laurelena Palhano e Eduardo Infante – @Divulgação/Glacia Marillac PPGCI-UFRN

A Coppe/UFRJ e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) estão fortalecendo uma parceria que coloca os territórios costeiros e suas comunidades no centro do debate sobre sustentabilidade. Em visita à Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da UFRN, integrantes do Grupo de Pesquisa em Descomissionamento Sustentável (DESCOM.SUB) da Coppe, liderados pela pesquisadora Laurelena Palhano, reuniram-se com o pró-reitor Graco Aurélio Viana para discutir os impactos socioambientais do descomissionamento de estruturas offshore de óleo e gás, e os aprendizados que esse processo pode trazer para a expansão da energia eólica no litoral potiguar.

O Rio Grande do Norte lidera a geração de energia eólica no Brasil e possui grande potencial também em áreas marítimas. A rápida expansão do setor tem evidenciado fragilidades nos mecanismos de escuta e compensação às comunidades locais.

“A Coppe é uma instituição respeitada no Brasil e no mundo. Para a UFRN, é um orgulho estar junto nesse processo”, afirmou o pró-reitor Graco Viana. “Temos tradição, know-how e vínculo real com os territórios. O nosso litoral está sendo transformado pelas eólicas — e agora também pelo descomissionamento. A universidade precisa estar no centro disso. As comunidades tradicionais estão sedentas por informações, e essa parceria está ajudando a construir esse diálogo.”

A agenda da Coppe no RN incluiu encontros com professores e pesquisadores da UFRN, visitas de campo e trocas com pescadores e marisqueiras. Coordenado pelo professor Marcelo Igor, do Laboratório de Tecnologia Submarina (LTS), o grupo surgiu a partir de uma demanda da Petrobras por soluções sustentáveis para o fim da vida útil de instalações submarinas.

Segundo Laurelena Palhano, desde o início dos trabalhos em Macau (RN), em 2023, a Coppe priorizou a articulação com pesquisadores e comunidades locais. “Não se faz descomissionamento apenas com engenharia de petróleo ou naval. É preciso considerar uma potente conjugação de saberes para executar os processos de fim de vida de um sistema produtivo, contemplando inclusive o que ele representa para os territórios”, explica acrescentando que a nossa cultura não nos prepara para o fim das coisas, a exemplo de um descomissionamento, que é o encerramento de um ciclo.

No início das atividades, foi realizado um workshop sobre critérios para avaliação dos impactos do descomissionamento, coordenado pelo professor visitante Eduardo Infante, do Programa de Engenharia de Produção da Coppe. A atividade reuniu representantes da indústria, academia, setor público e comunidades para debater prioridades e metodologias nesse processo complexo e cada vez mais urgente.

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