A Petrobras, em continuidade ao comunicado de 15/12/2025, informa que, em reunião realizada em 11 de fevereiro de 2026, seu Conselho de Administração, tendo em vista uma potencial operação envolvendo a transferência de ações da Braskem S.A. detidas pela NSP Investimentos S.A., uma subsidiária da Novonor, para o Shine I Fundo de Investimento em Direitos Creditórios de Responsabilidade Limitada (FIDC), aprovou o não exercício, pela Petrobras, dos Direitos de Preferência e Tag Along previstos no Acordo de Acionistas vigente da Braskem S.A., considerando o estágio das respectivas negociações em curso, e autorizou que a Diretoria Executiva, dentro das premissas apresentadas, adote as medidas necessárias à implementação dessa decisão.
Além de sócia, a Petrobras é fornecedora da Braskem. Em dezembro, a estatal renovou contratos de venda de matéria-prima que superam R$ 90 bilhões, na contação atual do dólar. Os acordos são de longo prazo, com validade de até 11 anos.
A operação em análise determina a transferência das ações da Braskem detidas pela NSP Investimentos S.A., subsidiária da Novonor, para o Shine no FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios). O FIDC é uma estrutura utilizada no mercado financeiro para adquirir créditos e ativos financeiros. Esse tipo de fundo costuma ser empregado em operações de reestruturação ou reorganização societária.
Ao autorizar a Diretoria Executiva a adotar as medidas necessárias para implementar a decisão, o Conselho da Petrobras indica que, nas condições atuais, não vê necessidade de intervir na transação em curso. A operação ainda depende da conclusão das negociações e do cumprimento das condições previstas entre as partes. Fatos julgados relevantes sobre o tema serão divulgados ao mercado, incluindo, sem se limitar, ao momento em que a Petrobras vier a receber notificação contendo os termos finais da operação.

