Petrobras e Gasmar firmam acordo de confidencialidade e reforçam estratégia que pode transformar o Maranhão em hub de gás

@GovMaranhão

O Governo do Maranhão debateu importantes ações para o desenvolvimento do estado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com a Petrobras. Representantes do governo maranhense, liderados pelo governador Carlos Brandão, estiveram na cidade do Rio de Janeiro (RJ) para tratativas que possibilitam a ampliação de investimentos e políticas públicas para o estado.
“Tivemos duas reuniões muito importantes. A primeira tratou com o BNDES sobre o Fundo Amazônia. Apresentamos o projeto junto ao governo da Alemanha e ao governo da Noruega e conseguimos captar recursos para a questão ambiental no combate a queimadas e na questão da regularização fundiária. Também tivemos uma reunião importante na Petrobras. Um acordo de confidencialidade para avançar nessa área do gás, temos feito muitos investimentos”, frisou o governador Carlos Brandão.

 “O governador está tratando das pautas da regularização fundiária. Estamos tendo um grande avanço, fizemos um alinhamento para recursos que vão fomentar o Paz no Campo. No Fórum de Governadores vamos anunciar um grande pleito do Maranhão junto ao BNDES”, relatou o presidente do Iterma, Anderson Ferreira.
Segundo a diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, que esteve à frente da interlocução com o governo maranhense, o Paz no Campo está em consonância com as diretrizes da instituição, que incentiva o desenvolvimento com compromisso social.
Durante a reunião também foi debatido o aporte de recursos para ações de combate a queimadas pelo Corpo de Bombeiros do Maranhão. Uma parte dos recursos já foi liberada para as ações no estado e a outra parte será investida agora para mais ações que impactam na preservação do meio ambiente.

Parceria com a Petrobras

A reunião com representantes da Petrobras possibilitou a assinatura de um acordo de confidencialidade com a Gasmar, o que possibilitará o avanço dos investimentos na área do gás. O Governo do Maranhão e a Petrobras têm estabelecido uma longa parceria em que o Porto do Itaqui é uma das principais portas de entrada de combustível do país.
Para Angélica Laureano, Diretora Executiva de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, o acordo marca um novo momento de forte parceria entre Gasmar e Petrobras. “Estamos muito felizes com esta assinatura porque entendemos que será um processo produtivo de muitos avanços no setor de gás, tanto para Gasmar quanto para Petrobras. 
“Estamos celebrando um acordo entre a Gasmar e a Petrobrás, um acordo de confidencialidade, que significa, objetivamente, o diálogo da Petrobras com a Gasmar para tratar do gás, abrindo a possibilidade de fazermos um investimento conjunto. Essa parceria é motivada por vários aspectos, um deles é a margem equatorial. Uma vez vindo à exploração e tendo gás, há a possibilidade de prover gás para o Maranhão e para o Brasil”, observou o presidente da Gasmar, Allan Kardec.
A busca por novas fronteiras para a garantia da segurança e soberania energética nacional, colocando a margem equatorial como uma das últimas fronteiras exploratórias do país, foi tema do Fórum Transição Justa e Segurança Energética sediado na capital maranhense em março de 2024. O evento foi promovido pela Petrobras em parceria com o Governo do Maranhão e com o Consórcio Amazônia Legal.
O avanço das discussões é importante para uma transição energética no país. O acordo de confidencialidade entre a Gasmar e a Petrobras permitirá a troca segura de informações técnicas e comerciais, com avaliação de oportunidades no mercado de gás natural e base jurídica para estudos estruturados.

O governo estadual vem tentando posicionar o Maranhão como um novo hub energético, aproveitando três fatores estruturais:

1. Localização estratégica
O estado está próximo de novas áreas exploratórias offshore e possui acesso direto ao Atlântico.

2. Infraestrutura portuária relevante
O Porto do Itaqui, em São Luís, é um dos portos mais eficientes do país e pode funcionar como base logística para projetos de óleo e gás.

3. Expansão da infraestrutura de gás
A Gasmar já trabalha em projetos de infraestrutura para distribuição de gás natural no estado, incluindo sistemas de regaseificação de GNL e gasodutos ligados ao porto e a complexos industriais.

Esse conjunto de ativos pode transformar o Maranhão em um ponto de entrada e distribuição de gás para o Norte e parte do Nordeste brasileiro.

Embora o acordo assinado seja apenas um NDA (acordo de confidencialidade) — etapa inicial de negociações no setor energético — especialistas apontam alguns projetos que poderiam emergir dessa cooperação:

Desenvolvimento de infraestrutura de gás

  • novos gasodutos regionais
  • expansão da rede de distribuição estadual
  • terminais de regaseificação de GNL

Aproveitamento de gás da Margem Equatorial

Caso haja descobertas comerciais nas bacias próximas ao Maranhão, parte da produção de gás poderia ser processada ou distribuída a partir do estado.

Polo industrial baseado em gás

O gás natural poderia impulsionar:

  • siderurgia
  • fertilizantes
  • petroquímica
  • geração termelétrica

Integração logística e portuária

O Porto do Itaqui pode funcionar como ponto de exportação ou de recebimento de gás liquefeito.

E, apesar de a Petrobras ter se desfeito de participações societárias em distribuidoras de gás nos últimos anos — incluindo a Gasmar —, o novo acordo sinaliza que a estatal continua interessada em participar do desenvolvimento do mercado de gás regional, especialmente em áreas associadas a novas fronteiras exploratórias.

Se as expectativas sobre a Margem Equatorial se confirmarem, o Maranhão pode assumir um papel semelhante ao que estados como Rio de Janeiro e Espírito Santo desempenham hoje no Pré-Sal, o de ser um centro logístico e industrial ligado à produção offshore de energia.

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