Para avançar trabalhos na Foz do Amazonas e abrir uma nova fronteira de exploração de petróleo e gás fóssil no país, a Petrobras solicitou ao IBAMA permissão para perfurar mais três poços contingentes ao poço Morpho, no bloco FZA-M-59. Os trabalhos em Morpho foram interrompidos em 4 de janeiro após o vazamento de mais de 18.000 litros de fluido de perfuração.
Os poços Manga, Crotalus e Extensão de Morpho – anteriormente chamados de Manga, Maracujá e Marolo – já estavam previstos no licenciamento ambiental.
Morpho é considerado o poço principal ou pioneiro, por ser o primeiro a ser perfurado no Bloco 59; poços contingentes são abertos de acordo com os resultados apurados no poço principal – e são para esses que a Petrobras pediu ao IBAMA licença para perfurar agora.
Manga está a 173 km da costa e será perfurado em uma profundidade de água de 2.811 metros, atividade estimada para durar 160 dias; com mesma duração estimada, a Extensão a de Morpho está a 181 km da costa e profundidade de 2.991 m; e Crotalus está a 174 km da costa, em profundidade de 2.914 m, com perfuração estimada de 150 dias.
A Petrobras também pediu permissão para realizar teste de formação, para avaliar a profundidade dos reservatórios eventualmente descobertos. A estatal também pediu a execução das operações de abandono dos quatro poços previstos – a operação de fechamento definitivo dos poços após a perfuração, com tampões mecânicos e/ou de cimentos.

