Petrobras registra lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no 1T26


A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, resultado 110% superior ao do quarto trimestre de 2025. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento da produção própria de petróleo e gás, maior venda de derivados, valorização do Brent e efeitos positivos do câmbio, com apreciação do real frente ao dólar.

O EBITDA ajustado da companhia atingiu R$ 59,6 bilhões (US$ 11,3 bilhões), enquanto o fluxo de caixa operacional permaneceu robusto, em cerca de R$ 44 bilhões. A Petrobras destacou crescimento de 16% na produção total própria em relação ao mesmo período de 2025, refletindo a entrada de novos sistemas de produção e melhor desempenho operacional no pré-sal.

Apesar da forte recuperação frente ao trimestre anterior, o lucro apresentou queda de cerca de 7,2% na comparação anual. Analistas atribuem essa retração principalmente ao aumento de despesas tributárias, maiores participações governamentais (royalties e participações especiais) e ao fato de que a alta recente do petróleo internacional ainda não impactou integralmente os resultados do trimestre devido à dinâmica de formação de preços e contratos da estatal.

A receita líquida da companhia somou aproximadamente R$ 123,7 bilhões entre janeiro e março, praticamente estável em relação ao primeiro trimestre de 2025. Já os investimentos cresceram mais de 25% no período, alcançando R$ 26,8 bilhões, reforçando os aportes em exploração e produção, sobretudo no Pré-Sal e em infraestrutura energética.

O Conselho de Administração também aprovou remuneração aos acionistas de cerca de R$ 9 bilhões, equivalente a R$ 0,70 por ação ordinária e preferencial, com pagamento previsto em parcelas ao longo do segundo semestre de 2026.

Segundo a companhia, os resultados reforçam a estratégia de manter elevada eficiência operacional, expansão da produção e fortalecimento da segurança energética brasileira, mesmo em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e volatilidade no mercado de petróleo.

“Temos efeito câmbio que não tem efeito no caixa da companhia,” disse Magda Chambriard, ao explicar a diferença entre a queda anual do lucro em reais e o desempenho operacional da companhia.  Ela também destacou que o aumento recente do petróleo internacional ainda não apareceu totalmente nos resultados: “A elevação nos preços de petróleo após o início do conflito no Oriente Médio estará refletida nas exportações do segundo trimestre.”

Na coletiva de resultados, Chambriard enfatizou a expansão operacional da estatal e o foco em crescimento de produção, refino e segurança energética brasileira.

Segundo o diretor financeiro Fernando Melgarejo, a companhia manteve “disciplina financeira” mesmo elevando investimentos e dividendos, enquanto William França ressaltou os ganhos operacionais ligados ao refino e à ampliação da autossuficiência energética brasileira durante a apresentação aos investidores.

Participaram também os diretores Fernando Melgarejo, Ricardo Wagner, William França, Angélica Laureano, Sylvia Anjos e Clarice Coppetti.

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