Presidente da CNI toma posse no Conselhão e entidade promove eficiência energética


O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, tomou posse como integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, conhecido como Conselhão. Em seu discurso na terceira reunião plenária do colegiado, no Palácio Itamaraty, o dirigente fez um apelo para que o país se una em torno de projetos em prol do desenvolvimento econômico e social do país.

O representante do setor produtivo destacou que apesar do crescimento mais equilibrado do PIB, é preciso fazer uma reflexão mais profunda a respeito da dívida pública, defendendo gastos que promovam investimento para criação de emprego, renda e desenvolvimento social. Nessa linha, destacou a importância do programa Nova Indústria Brasil (NIB), iniciativa do governo federal que estabelece uma política industrial para alavancar o desenvolvimento nacional fundamentado em sustentabilidade e inovação. 

O presidente da CNI criticou a alta taxa de juros aplicada no país e alertou que a diferença entre financiamento ao consumo e financiamento à produção pode criar um problema sério de pressão inflacionária. 

“O financiamento das empresas caiu no ano passado quase 4% e esse ano só cresceu 1,5%. Estamos criando, talvez, uma bolha ou algo mais delicado que possa ser um abismo entre o consumo e a capacidade de oferta. Essa é a reflexão que temos que fazer, pois estamos inibindo a capacidade de oferta e certamente num prazo muito curto poderemos ter um problema sério de pressão inflacionária por uma total incapacidade do setor produtivo”, alertou.

O setor industrial é ainda um dos principais consumidores de energia do país, sendo responsável por 32% da demanda energética do país. Com os custos de produção em forte alta – cerca de 30% acima do período pré-pandemia –, a busca por medidas que promovam redução dos custos dos insumos é uma preocupação constante do setor. Diante desse cenário, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), juntamente com a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar) e o Ministério de Minas e Energia (MME), apresentam a segunda fase do Programa Aliança 2.0 de eficiência energética – que já possui 15 empresas confirmadas. O Programa é uma iniciativa que busca apoiar grandes indústrias que fazem uso intensivo de energia a reduzir seus custos energéticos, aumentar a eficiência de processos e diminuir a geração de resíduos e de emissões de gases de efeito estufa. Contribui, portanto, não apenas para aumentar a competitividade das empresas, mas também para apoiá-las a alcançar compromissos de sustentabilidade.

O Programa Aliança 2.0 tem como meta atender 24 plantas industriais. O objetivo é que as empresas economizem, ao todo, 210 GWh de energia elétrica e 500 TJ de combustíveis. Além disso, espera-se que diminuam seus custos operacionais em R$ 90 milhões ao ano e, consequentemente, reduzam as emissões anuais de gases de efeito estufa em 40 mil toneladas de CO2eq.

Para a execução do programa, serão destinados a essas indústrias até R$ 10 milhões – recursos do Programa Procel Indústria. Cada empresa selecionada recebe um aporte de R$ 400 mil e precisa oferecer uma contrapartida no mesmo valor. Além, disso, recebe apoio da equipe técnica do programa, por 24 meses, para implementar um plano de ação. 

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