O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, visitou (13/07) o Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), em São Caetano do Sul (SP), para acompanhar de perto o programa nacional de testes que avalia a viabilidade técnica da ampliação da mistura de biodiesel ao diesel.

A visita ocorre em um momento decisivo para a implementação da Lei do Combustível do Futuro. O IMT é o laboratório central responsável pelos ensaios que avaliarão misturas entre B16 e B25, etapa considerada fundamental para embasar futuras decisões regulatórias sobre o aumento do percentual obrigatório de biodiesel no diesel, atualmente fixado em 15%.
Os testes fazem parte do trabalho conduzido pelo Subcomitê de Avaliação da Viabilidade Técnica de Misturas de Altos Teores de Biocombustíveis em Combustíveis Fósseis, criado pelo Ministério de Minas e Energia, em outubro de 2025. O grupo coordena os estudos técnicos que deverão subsidiar a regulamentação e a implementação da Lei do Combustível do Futuro.
A Aprobio participa do projeto
No eixo dedicado ao biodiesel, foi elaborado o Plano de Testes de Avaliação da Viabilidade Técnica do B16 ao B25. A Aprobio – Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil participa das discussões como colaboradora do projeto e, para seu presidente, Jerônimo Goergen, a iniciativa representa um passo fundamental para dar segurança técnica às próximas decisões sobre a evolução da mistura.
“É muito importante a metodologia do programa de testes, que deve dissipar qualquer dúvida sobre a viabilidade do avanço da mistura até o B25, assim como já podemos considerar existir elementos suficientes de análise para garantir a adoção segura de B16 e B17 o quanto antes”, afirma.
Sucesso com misturas superiores
Segundo Goergen, a experiência acumulada pelo setor já demonstra resultados consistentes com percentuais superiores aos atualmente utilizados.
“O setor automotivo já registra vários testes de misturas superiores a essa com sucesso comprovado e o setor se mobiliza junto ao governo federal para agilizar o processo de testagem considerando, inclusive, que já existem várias experiências bem-sucedidas de uso do biocombustível em misturas de 20%”, completa.
A visita presidencial aos laboratórios do Instituto Mauá reforça a importância estratégica dos estudos técnicos para o futuro da política brasileira de biocombustíveis e coloca o avanço da mistura de biodiesel novamente no centro das discussões sobre transição energética, segurança no abastecimento e descarbonização da matriz de transportes.

