Reabertura da Fafen-PR é marco importante para o setor de fertilizantes


A decisão da Petrobras de aprovar o início da reativação da fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados S/A – ANSA, no Paraná, é importante marco para a volta da empresa ao setor e vai ao encontro da luta da categoria petroleira e petroquímica em defesa da reabertura da Fafen-PR, fechada desde 2020.  

A medida foi anunciada pela Petrobras, após longa reunião de diretoria. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) continuará acompanhando o processo para a reabertura integral da fábrica paranaense o mais rápido possível, e vai participar das negociações para a recontratação dos empregados demitidos. Com a paralisação da Fafen- PR, cerca de mil empregados perderam seus postos de trabalho, sendo 400 empregados diretos e 600 indiretos.

O processo de retomada das operações da planta industrial exige a recontratação dos empregados demitidos, mão de obra especializada, necessária para acompanhar as intervenções prévias para o início de obras, como editais e minutas de contratos de serviços de fornecimento e manutenção de materiais. Audiências no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para tratar dos termos da contratação dos trabalhadores da Fafen-PR estão em curso, com a participação do coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.

“Pretendemos concluir na próxima semana uma proposta de acordo em relação aos salários e direitos dos trabalhadores, para que sejam contratados e recontratados em tempo hábil e as atividades dessas pessoas importantes para a adequação da Fafen-PR sejam iniciadas antes do limite de tempo por conta das eleições de 2024, conforme determina a lei”, afirma Bacelar.

A Fafen-PR, que operava desde 1982, entrou no plano de desinvestimento da Petrobras em 2019, no governo Bolsonaro. A unidade era responsável pela produção de 30% do mercado brasileiro de ureia e amônia e de 65% do Agente Redutor Líquido Automotivo (ARLA 32), aditivo para veículos de grande porte que atua na redução de emissões atmosféricas. Ou seja, a “hibernação” da Fafen-PR fez com que o país deixasse de produzir por dia 2 mil toneladas de ureia e 1.300 toneladas de amônia, utilizados na fabricação de fertilizantes.

A reabertura da fábrica está incluída no plano estratégico 2024-2028 da Petrobrás e no Plano Nacional de Fertilizantes. O Brasil é atualmente o quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo e importa 85% do que utiliza. Segundo estimativa da FUP, a reabertura da Fafen-PR, a retomada das Fafens Bahia e Sergipe e a conclusão das obras da Fafen-MS podem reduzir para 35% as importações do insumo agrícola.

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