A Usina Porto Rico, em Campo Alegre, encerrou a safra 2025/2026 como última unidade em operação em como a maior produção de etanol do Nordeste, processando 1.900.237 toneladas de cana, além de destinar cerca de 65 mil toneladas para outra usina, em função do calendário operacional. O volume ficou levemente acima da safra anterior – de 1,91 milhão de toneladas -, mesmo com o início tardio da moagem, no fim de setembro passado

“O calendário da safra foi impactado por ajustes industriais. Iniciamos a moagem no final de setembro, por conta de investimentos na indústria e isso alongou a safra, mesmo com o envio de parte da cana para outra unidade”, explica o diretor da usina, Carlos Monteiro.
Ele destaca ainda que o ideal seria encerrar a moagem até março, período anterior à intensificação das chuvas na região. “Viramos a chave para o etanol em função do mercado. Considerando o açúcar a 14 centavos de dólar por libra-peso, o etanol hoje equivale a cerca de 17 centavos. Com melhor remuneração, optamos por ampliar a produção.”
A Porto Rico produziu cerca de 66 milhões de litros de etanol e se tornou a maior produtora do biocombustível em Alagoas e no Nordeste nesta safra.
A unidade adotou um mix equilibrado, com 50% da cana destinada para açúcar e 50% para etanol e, apesar da seca prolongada entre setembro de 2025 e o início de 2026, a produtividade foi mantida. “Mesmo com as dificuldades climáticas, conseguimos produtividade média de 76 toneladas por hectare. Isso só foi possível graças aos investimentos em irrigação”, afirmou Monteiro.

