Carlos Barateiro, consultor técnico, pede atenção à norma que foca na gestão dos sistemas de medição e essa versão reforça a importância dessa gestão para melhoria dos resultados das medições, baseando-se principalmente na análise dos riscos. Ela traz importantes aspectos que precisam ser considerados como otimização dos intervalos de calibração dos instrumentos e medidores, a obtenção das incertezas das medições e regras para a tomada de decisões. Em seu artigo, Barateiro conta que a ISO (International Organization for Standardization) acabou de publicar agora em fevereiro a atualização da norma ISO 10012 – Quality management — Requirements for Measurement Management Systems (edição 2, 2026), que aborda sobre os requisitos que precisam ser atendidos na gestão dos sistemas de medição.

Essa nova edição tem como foco reforçar a importância dessa gestão para melhoria dos resultados das medições, baseando-se principalmente na análise dos riscos. Traz importantes aspectos que precisam ser considerados como otimização dos intervalos de calibração dos instrumentos e medidores, a obtenção das incertezas das medições e regras para a tomada de decisões.
Destaca também o papel estratégico das medições na garantia da confiabilidade, conformidade e do desempenho operacional não apenas dos laboratórios, mas de toda a organização. E está mais alinhada com a ISO 9001 (Quality Management Systems – Requirements), a ISO 14001 (Environmental Management Systems) e a ISO/IEC 17025 (General Requirements for the Competence of Testing and Calibration Laboratories).
Mudanças na Edição de 2026: a primeira grande mudança da nova edição em relação à versão anterior de 2013 começa na própria estruturação na norma. Na versão de 2013 tínhamos apenas quatro seções principais.
Essa nova edição também permite servir de base para a certificação por terceiros de um sistema de gestão de medição.
Otimização dos Intervalos de Calibração: no anexo A da nova edição da ISO 10012 temos orientações de como determinar os intervalos de calibração mais adequados para equipamentos de medição. Em vez de usar intervalos fixos (por exemplo, a cada 12 meses), as organizações são incentivadas a usar uma abordagem mais analítica e baseada em dados.
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