ROG.e 2026: negócios, tecnologia, Petrobras e os sinais de uma indústria em transformação

A ROG.e 2026 encerrou em 24 de setembro, no Riocentro, no Rio de Janeiro, uma edição que ampliou a dimensão internacional, técnica e empresarial do principal evento de energia promovido pelo IBP – Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis. O balanço final registra 83 mil visitantes, 44% deles provenientes de fora do estado do Rio de Janeiro, profissionais de 77 países, mais de 670 expositores, 100 patrocinadores, 57 startups e 924 trabalhos técnicos apresentados. O IBP estima impacto de R$ 593 milhões na economia fluminense, ocupação hoteleira de 84% e 13.881 empregos diretos, além de projeções de contratos unitários superiores a R$ 100 milhões.

A dimensão econômica, porém, é apenas uma parte da leitura possível. A ROG.e 2026 expôs uma indústria que opera simultaneamente em diferentes horizontes: expansão da produção de petróleo e gás, reposição de reservas, novas fronteiras exploratórias, modernização do refino, abertura do mercado de gás, desenvolvimento de biometano e combustíveis sustentáveis, CCUS, descarbonização, digitalização, inteligência artificial, segurança operacional, descomissionamento e formação profissional. A programação anunciada pelo IBP previu mais de 600 horas de conteúdo, distribuídas entre o congresso e eventos paralelos. E o desenho da programação é revelador. Além das plenárias, Strategic Talks e Diálogos da ROG.e, o evento reuniu oito Stages técnicos e 11 salas de conferência. Nos pavilhões, fóruns e arenas trataram de supply chain, produtores independentes, inovação, lubrificantes, multienergia e descarbonização, carreira, diversidade e inclusão. A tecnologia, portanto, deixou de ocupar um espaço isolado: apareceu associada à engenharia dos ativos, à cadeia de suprimentos, à manutenção, à segurança, à produtividade e à redução de emissões.

Plenária de abertura: segurança energética e transição sem ruptura

A cerimônia de abertura reuniu o presidente do IBP, Roberto Ardenghy; o chair da ROG.e, Nelson Narciso; autoridades do Rio de Janeiro; o presidente de Moçambique, Daniel Chapo; e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Ardenghy destacou o volume recorde de trabalhos técnicos, citado na abertura como “mais de 1.800”. Os números consolidados pelo IBP são 1.208 trabalhos submetidos e avaliados, dos quais 924 foram apresentados.

Nelson Narciso colocou a transição energética sob uma perspectiva de integração entre recursos, tecnologias e conhecimento. A ideia de combinar diferentes fontes, em vez de tratar a transição como substituição instantânea de uma matriz por outra, atravessou a programação do evento.

Magda Chambriard apresentou uma visão semelhante a partir da posição da Petrobras na matriz brasileira. Na abertura, destacou que a companhia responde por aproximadamente 90% da produção brasileira de óleo e gás e por cerca de 80% da energia primária produzida no país, defendendo uma transição que preserve segurança energética e capacidade de acesso à energia.

O presidente de Moçambique, Daniel Chapo, trouxe ao debate a perspectiva de um país produtor em desenvolvimento, com gás natural e cooperação técnica no centro da agenda. A presença de Chapo também serviu de marco para o acordo de cooperação entre Petrobras e Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), revelado na abertura.

O resultado foi uma abertura que colocou lado a lado três questões que voltariam durante os quatro dias: segurança energética, continuidade dos investimentos em petróleo e gás e incorporação progressiva de novas tecnologias e fontes de energia.

O primeiro grande eixo: exploração, reposição de reservas e novas fronteiras

A reposição de reservas esteve entre os temas centrais da programação. A sessão “Desafios da Reposição de Reservas Offshore – Novas Fronteiras e Aumento do Fator de Recuperação”, na Plenária A, em 21 de setembro, reuniu Sylvia Anjos, diretora de Exploração e Produção da Petrobras, John Ardill (ExxonMobil), Kevin McLachlan (Chevron) e Olivier Bahabanian (TotalEnergies).

A discussão ganhou dimensão adicional depois da descoberta de Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas. Sylvia Anjos afirmou que a campanha exploratória seguia incompleta, com cerca de 200 metros ainda por perfurar, e não indicou prazo para dimensionar a descoberta. Renata Baruzzi classificou o óleo encontrado em Morpho como de altíssima qualidade (“talvez seja o melhor óleo, em qualidade, que nós temos”), enquanto Magda Chambriard, que falou em “qualidade muito boa”, ponderou que a amostra disponível ainda era pequena para conclusões mais amplas, especialmente sobre o gás associado.

A discussão sobre novas fronteiras não ficou limitada ao Brasil. Sylvia Anjos afirmou que a Petrobras olha para a África, e não para a Venezuela, e que as equipes estudam os blocos que a ENH pretende disponibilizar – a companhia assinou, durante o evento, memorando de entendimento com a ENH de Moçambique.

Petrobras: exploração, diesel, refino e transição energética

A participação da Petrobras foi distribuída praticamente por toda a arquitetura da ROG.e. Patrocinadora master, com estande de 500 m², a companhia levou ao evento seus principais executivos – Magda Chambriard, Sylvia Anjos, William Nozaki, Renata Baruzzi, Angélica Laureano e William França – para falarem em painéis sobre reposição de reservas, transição energética, competitividade offshore, SAF, biorrefino e combustíveis de baixa pegada de carbono.

No Strategic Talks, Magda defendeu a exploração ativa e atendimento de 100% do mercado nacional de diesel.

O diesel foi, aliás, o anúncio de maior peso da semana: a Petrobras supre hoje mais de 70% do consumo nacional e mirava 90% no plano de negócios, mas, depois do agravamento do conflito no Oriente Médio, passou a estudar a autossuficiência integral, meta que deve ser confirmada no plano 2027-2031, previsto para o fim do ano.

William França, diretor de Processos Industriais e Produtos, detalhou o programa de expansão e modernização do parque de refino, apoiado em projetos brownfield, como o Trem 2 da RNEST e a refinaria de Boaventura, e em ampliações de unidades existentes, e não na construção de novas refinarias convencionais do zero. França ainda afirmou que as refinarias da Petrobras vêm operando com fator de capacidade acima de 100% e associou esse desempenho ao trabalho de confiabilidade desenvolvido nos últimos anos. O aumento da utilização permite ampliar a produção de derivados e reduzir a necessidade de importações.

Esse ponto é particularmente relevante para a engenharia industrial. A expansão de produção em brownfields exige integração com instalações existentes, aumento de disponibilidade, automação, controle avançado, instrumentação, manutenção e gestão de ativos. Não se trata simplesmente de acrescentar capacidade física: é necessário extrair mais desempenho de instalações existentes sem comprometer segurança, confiabilidade e integridade.

Renata Baruzzi: competitividade offshore passa por padronização, escala e cadeia de suprimentos

A diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação, Renata Baruzzi, participou da plenária “Competitividade Offshore – Destravando FIDs”, tema central porque uma decisão final de investimento pode ser postergada não pela ausência de reservas ou capital, mas pela indisponibilidade de capacidade industrial para entregar o projeto no prazo necessário. A executiva contou que a Petrobras amplia o uso do modelo BOT (build, operate and transfer) nos projetos SEAP I, SEAP II e Albacora e adota a lógica de replicar unidades: três FPSOs idênticas em um mesmo conjunto de projetos, para reduzir incertezas e ganhar escala.

E a Petrobras também vem trabalhando com simplificação e padronização. Segundo Baruzzi, projetos anteriores poderiam apresentar soluções tecnicamente sofisticadas, mas economicamente pouco viáveis. Ela citou reduções de topside de cerca de 18% no SEAP e de 17% no Búzios 12, além de cortes significativos na adaptação do projeto da P-68 para a revitalização de Tupi.

A internacionalização da cadeia também apareceu no debate. A Petrobras validou tecnicamente a proposta da Yinson para o FPSO de Albacora e passou à negociação das condições comerciais, em modelo BOT, com investimento estimado em US$ 2,29 bilhões.

A competitividade não significa apenas preço unitário; padronização, capacidade de entrega, conteúdo tecnológico, produtividade industrial, prazo, documentação, qualidade e capacidade de integração passam a influenciar diretamente a decisão de investimento.

William Nozaki: petróleo e gás dentro do mapa da transição

O diretor de Transição Energética e Sustentabilidade, William Nozaki, participou do painel “O Papel do Setor de O&G no Mapa do Caminho para a Transição Energética”.

Para a Petrobras, a transição energética não está sendo tratada apenas como substituição de ativos fósseis, mas também como transformação de processos industriais e da carteira de produtos, com SAF, biorrefino e moléculas de baixo carbono ao lado de exploração e refino.

Angélica Laureano: SAF, logística e segurança de abastecimento

A diretora de Logística, Comercialização e Mercados, Angélica Laureano, participou do debate sobre a entrada do SAF na matriz brasileira em 2027, em 23 de setembro. A Petrobras apresentou a questão como um problema que envolve simultaneamente produção, certificação, refino, logística e atendimento ao mercado.

Laureano afirmou que a companhia está preparada para atender o mercado de diesel e não vê risco de desabastecimento. Na frente de SAF, disse que a Reduc foi requalificada sob as diretrizes do CORSIA e que a Petrobras já entregou SAF coprocessado com 1% de conteúdo renovável.

A questão técnica é importante porque a introdução de combustíveis sustentáveis não termina na refinaria. Ela envolve especificação, certificação, rastreabilidade de matéria-prima, segregação ou balanço de massa, armazenamento, transporte e abastecimento aeroportuário.

Petrobras no Supply Chain: o fornecedor passa a ser parte da estratégia do projeto

A cadeia de suprimentos ocupou um fórum próprio na ROG.e, e o debate reuniu empresas de serviços, operadores, instituições financeiras e fornecedores para discutir financiamento, competitividade, descarbonização, offshore e descomissionamento.

Alexandre Alves, gerente executivo de Supply Chain da Petrobras, participou do painel dedicado a fortalecer a cadeia para os próximos projetos offshore. Já Edson Valverde, gerente de Descomissionamento da Petrobras, moderou a discussão sobre os desafios do descomissionamento no Brasil.

A presença de executivos de supply chain e descomissionamento é significativa: a indústria passa a olhar o fornecedor não apenas como vendedor de componentes, mas como parte do sistema de execução do projeto.

A Rede de Oportunidades para Fornecedores, promovida pela Firjan SENAI em parceria com o Sebrae Rio, mostrou essa mudança na prática. Petrobras, Transpetro, PRIO, Braskem, Equinor, Seatrium, TBG e Ocyan apresentaram aos fornecedores seus critérios de cadastro, contratação, requisitos técnicos e processos de qualificação.

No caso da Petrobras, Wilton Câmara, gerente setorial de Relacionamento com o Mercado Fornecedor, destacou três pilares considerados inegociáveis: Segurança, Compliance e Direitos Humanos. Também chamou atenção para a manutenção do cadastro e do Certificado de Registro Cadastral (CRC).

Para a indústria de automação, instrumentação e bens de capital, isso significa que capacidade técnica precisa vir acompanhada de rastreabilidade documental, compliance, segurança, qualidade e capacidade de atendimento continuado.

A ROG.e 2026 também funcionou como plataforma de formalização de acordos

Petrobras e Empresa Nacional de Hidrocarbonetos de Moçambique assinaram, em 22 de setembro, memorando de entendimento para cooperação em petróleo e gás, divulgado pela Petrobras em 23 de setembro; o presidente Daniel Chapo já havia revelado o acordo na abertura. O instrumento abrange pesquisa, avaliação, desenvolvimento, produção e comercialização, além de intercâmbio de conhecimento técnico. A cooperação tem prazo inicial de dois anos, com possibilidade de prorrogação e o acordo amplia a dimensão internacional da Petrobras e cria uma ponte entre competências brasileiras de E&P e um país com grandes projetos de gás natural e GNL.

IBP e SBM Offshore assinaram memorando para avaliar uma segunda edição do Programa Offshore do Futuro, desta vez em Sergipe. A primeira edição, realizada no Rio, teve 1.995 inscrições para 16 vagas e alcançou 80% de empregabilidade. O programa conecta qualificação profissional a projetos concretos. Em vez de formação genérica, a proposta busca preparar profissionais para as competências demandadas pelas operações offshore.

Também em 23 de setembro, SBM Offshore, Sebrae/SE e IEL/SE assinaram acordo de cooperação para avaliar ações de identificação, qualificação e fortalecimento de fornecedores sergipanos no contexto do Sergipe Águas Profundas (SEAP). A iniciativa prevê identificar empresas com potencial de fornecimento, estudar mecanismos de qualificação e produzir informações para fortalecer a cadeia local. A SBM informou possuir uma rede de mais de mil fornecedores brasileiros qualificados e estar estruturando presença operacional em Sergipe.

No primeiro dia do evento, Firjan e Fiepa – Federação das Indústrias do Estado do Pará assinaram parceria para mapear, capacitar e ativar fornecedores de petróleo, gás, energia e naval no Pará. O projeto terá duração de 12 meses e está diretamente relacionado à preparação da cadeia produtiva para oportunidades associadas à Margem Equatorial.

A parceria mostra que a expansão de uma nova fronteira exploratória exige infraestrutura industrial antes mesmo da fase plena de produção.

Pacto Nacional para o Desenvolvimento do Mercado de Gás Natural

Em 24 de setembro, último dia do evento, o Governo do Estado do Rio e o Ministério de Minas e Energia formalizaram o Pacto Nacional para o Desenvolvimento do Mercado de Gás Natural, voltado à harmonização regulatória entre União, estados, ANP e agências reguladoras estaduais. O instrumento inclui gás natural, biogás e biometano. A mesma cerimônia formalizou protocolo de qualificação profissional entre as secretarias estaduais de Desenvolvimento Econômico e de Ciência e Tecnologia, a Faetec e o IBP.

O pacto é relevante porque a abertura do mercado depende não apenas da oferta de molécula, mas de regras compatíveis para transporte, distribuição, comercialização e acesso às infraestruturas.

PPSA: gás da União deixa a esfera de gestão e entra no mercado

A PPSA teve presença intensa na ROG.e, com 12 palestras programadas em seu estande. Entre os temas estavam produção e comercialização do petróleo da União, contratos de partilha, acordos de individualização, inovação tecnológica e oportunidades no Pré-sal.

O anúncio de maior impacto comercial foi o pré-edital do primeiro Leilão de Gás Natural da União. O desenho prevê até 1,1 milhão de m³/dia em 110 lotes de 10 mil m³/dia, com a Petrobras como agente comercializadora, em acordo de três anos entre as partes. O fornecimento ao vencedor de cada lote se estende por cerca de dez meses, de março a dezembro de 2027, e a primeira fase é aberta a consumidores livres de cinco setores industriais. O leilão está previsto, provisoriamente, para 22 de outubro.

O presidente da PPSA, Luis Fernando Paroli, afirmou que o acordo com a Petrobras viabiliza a entrega do gás na saída das UPGNs a cerca de US$ 5 por milhão de BTU.

A PPSA também apresentou o estudo “Da Aquisição dos Blocos às Decisões Finais de Investimento: Casos Reais no Polígono do Pré-Sal”, sobre gestão regulatória e governança de consórcios em projetos de partilha. Esse é um tema que dialoga diretamente com a indústria de automação: em projetos de grande complexidade, tecnologia só produz resultado quando inserida em processos de governança, integração de dados, competências técnicas e tomada de decisão.

Durante a ROGE, a PPSA ofereceu aos visitantes cafés diferenciados, conformes os óleos da união.

ANP: regulação cada vez mais próxima da engenharia

O diretor-geral da ANP, Artur Watt, usou a abertura para dizer que, num cenário de competição global por capital, a regulação não pode presumir que o investidor virá sozinho: é preciso ir atrás dele. Watt listou ajustes em discussão, como a modernização do setor de gás, a avaliação das tarifas de transporte e o tratamento responsável do fraturamento hidráulico, e destacou os ciclos de oferta permanente: o 6º de concessão, com 495 blocos e cinco campos marginais, e o 4º de partilha, com leilões previstos para 7 de outubro. Reconheceu ainda o papel das empresas independentes em campos maduros e terrestres.

A agência participou de mais de 40 palestras durante o evento. A programação revela como a regulação está progressivamente associada à tecnologia dos ativos: segurança operacional, descomissionamento, emissões, qualidade, rastreabilidade de combustíveis, inovação e infraestrutura passam a produzir requisitos concretos para projeto, operação, manutenção e certificação.

Associações: estabilidade, conteúdo local e cadeia de fornecedores

O presidente do IBP, Roberto Ardenghy, avaliou que o Brasil entra bem-posicionado na diversificação global de suprimento, por ter petróleo e gás e estar distante do conflito no Oriente Médio, e alertou para o efeito de mudanças bruscas de regra sobre a confiança do investidor.

O presidente da Abespetro, Telmo Ghiorzi, criticou a política de conteúdo local, que “não produziu industrialização” e virou “gestão de multas”, defendeu projetos que “bonificam em vez de punir”, cobrou marco legal para o descomissionamento e lembrou que a expansão na Margem Equatorial exige formar mão de obra no Norte.

Representatividade internacional

A ROG.e teve em sua exposição 13 pavilhões internacionais sob responsabilidade da AHK (Alemanha); Agência Argentina de Investimentos (Argentina); Beijing Power, Beijing Ruihao e Beijing Sure (China); Fluidex (Espanha); Kallman (Estados Unidos); Evolen (França); Agenzia ICE/ITA e Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria (Itália); Risun Global (Índia); Innovation Norway (Noruega); e EIC (Reino Unido).

Entre os muitos estandes chineses espalhados pela exposição, destaque-se a presença da estatal CNOOC, com estande de 200 m² dividido em quatro áreas: imagem corporativa, cooperação sino-brasileira em águas profundas, capacidades integradas e o Centro Sino-Brasileiro de Ciência, Tecnologia e Inovação. A companhia exibiu o sistema rotativo direcional “Xuanji”, a semissubmersível de perfuração “Nanhai 8” e um modelo do FPSO cilíndrico “Haikui 1”. O centro foi criado em 8 de dezembro de 2025, no Rio, por CNOOC, Petrobras, China University of Petroleum (Pequim) e UFRJ, com foco em engenharia marítima, águas ultra profundas, redução de carbono e transição energética. A estatal chinesa é sócia da Petrobras em dois ativos gigantes do Pré-sal: em 2023, a China Daily registrava participações de 7,34% em Búzios e 9,65% em Mero. A presença na ROG.e, portanto, reflete uma parceria de operação e de pesquisa.

O pavilhão da AHK ocupou 400 m², com 35 estandes internos, em posição central na avenida principal, próxima ao estande da Petrobras. Trouxe Business Lounge e o selo “Made in Germany”.

A Innovation Norway montou pavilhão de 310 m² no Pavilhão 4, com 26 empresas anunciadas, entre elas Kongsberg Maritime, SINTEF e TGS, focadas em baixas emissões, ferramentas digitais e serviços avançados para a onda de novas unidades offshore prevista no Brasil até 2029.

Coordenado pela PromArgentina, o pavilhão argentino reuniu cerca de 20 empresas e entidades em aproximadamente 100 m². Ministras de Energia de Mendoza e da Terra do Fogo apresentaram oportunidades locais; a província de Neuquén, coração de Vaca Muerta, não participou.

O pavilhão do Reino Unido foi organizado pela EIC, com a Lloyd’s Register como parceira. O Texas ofereceu estande compartilhado a pequenas empresas do estado por meio do escritório do governador.

Delegações de Moçambique, Gana, Nigéria, Angola, Argélia, Líbia, Egito, Namíbia e Costa do Marfim foram esperadas na ROG.e, que lançou o Global Access Program, com o Global Lounge como espaço de rede para visitantes estrangeiros.

Tecnologia: da digitalização à operação baseada em dados

Um outro recorte atravessou a feira: IA, analytics, monitoramento, automação e visão computacional associados a confiabilidade, manutenção e segurança. A ABS apontou que o modelo build-operate-transfer da Petrobras está redesenhando projeto e custo dos FPSOs; a MODEC discutiu IA, descarbonização e entrega de projetos; a Strohm defendeu que o tubo termoplástico compósito está pronto para uso pleno; a Fugro mostrou uma campanha de 330 dias de inspeção submarina remota; e a TechnipFMC refletiu sobre 15 anos de Pré-sal. A inovação aberta ganhou espaço no iUP Innovation Connections, que, segundo o Tecnopuc, promoveu mais de 200 conexões entre startups, empresas e investidores.

Nos estandes: automação, válvulas, bombas e serviços

Entre os expositores, destacaram-se a Acelen, que participou pela terceira vez e, pela primeira, com estande, apresentando o avanço da Acelen Renováveis, com SAF e diesel verde a partir da macaúba. A Leser detalhou a nova estrutura que passa a coordenar a América do Sul a partir do Brasil e a certificação ASME para montagem e reparo de válvulas de segurança. A Rockwell Automation destacou seis FPSOs em Búzios com automação própria, do P-74 ao P-79, mais três em construção (P-80, P-82 e P-83), além de um CLP de borda e sua plataforma de cibersegurança operacional. A Flutrol levou um sistema de injeção química multipontos e um painel de controle de poço com 17 funções. A Magral mostrou equipamentos completos de teste hidrostático e flushing. A Vibropac trouxe bombas multifásicas, injeção química e compressores, e a Smart Control anunciou filial no Rio e uma divisão dedicada ao offshore.


Magral

O engenheiro Luiz Henrique Afarelli Diretor da Magral, contou que a empresa“atua em duas divisões. A primeira é a Motion Control, com soluções para controle de movimentos, isolamento de vibrações e absorção de choques e impactos em aplicações industriais. Trabalhamos com produtos de fabricantes internacionais, incluindo linhas com distribuição exclusiva no Brasil, tanto para novos projetos quanto para reposição. Também oferecemos alternativas para substituir produtos de outros fabricantes, mediante avaliação técnica de compatibilidade. Contamos com uma equipe comercial dedicada, suporte técnico para dimensionamento e seleção dos componentes e estoque de diversos itens.

A segunda divisão é a Fluid Control. Nessa divisão, além do fornecimento de componentes para altas e altíssimas pressões, projetamos e fabricamos, em nossa matriz em São Paulo, equipamentos sob medida para controle de pressão, vazão e temperatura de fluidos. Essas soluções atendem a diferentes segmentos industriais, com destaque para petróleo e gás, pelas exigências técnicas e operacionais desse setor.

Atendemos fabricantes e fornecedores que integram a cadeia de fornecimento da Petrobras. Nossa atuação ocorre principalmente por meio das empresas que fabricam equipamentos destinados à operadora. Um exemplo são os ensaios de “árvores de natal” molhadas, nos quais nossas unidades fornecem a pressurização necessária à verificação de estanqueidade e integridade, conforme os procedimentos e critérios de aceitação de cada projeto. O desenvolvimento, a montagem e os testes seguem processos de qualidade e podem ser acompanhados e auditados pelos clientes e por organismos de inspeção, conforme os requisitos contratuais.

Na feira, apresentamos uma unidade de potência hidráulica, conhecida pela sigla HPU, que fornece fluido nas condições de pressão e vazão requeridas para ensaios de válvulas, tubos, conexões e cilindros. Também desenvolvemos bancadas de teste sob medida para diferentes componentes e aplicações.

Cada bancada é dimensionada conforme as características do componente e os requisitos do ensaio. No caso das válvulas, por exemplo, precisamos considerar o tipo de conexão, como roscada ou flangeada, além das pressões, das dimensões e dos critérios de aceitação. O projeto envolve estrutura mecânica, dispositivos de fixação, circuitos hidráulicos e instrumentação.

Também fornecemos sistemas para testes hidrostáticos e flushing em aplicações relacionadas a risers e linhas hidráulicas. O flushing consiste na limpeza interna por circulação de fluido em condições controladas, com o objetivo de remover contaminantes e alcançar o nível de limpeza especificado. A verificação é realizada por análise de contaminação por partículas, conforme o método e os critérios definidos para cada aplicação.

A escolha do fluido depende das características do sistema e das especificações do cliente. Em determinadas aplicações submarinas, são utilizados fluidos hidráulicos à base de água, formulados para atender aos requisitos de desempenho, compatibilidade de materiais e proteção ambiental.

Os ensaios de pressão seguem os códigos de projeto, as normas aplicáveis e os requisitos técnicos de cada equipamento. Para os equipamentos abrangidos pela NR-13, também devem ser observadas as exigências dessa norma. A pressão, a duração e os critérios de aceitação dos testes são estabelecidos conforme os documentos técnicos aplicáveis.

Essas soluções atendem a fabricantes de tubos, conexões, válvulas e outros componentes utilizados em setores como óleo e gás, petroquímica, saneamento, construção civil, mineração, siderurgia, papel e celulose e geração de energia. Os equipamentos desenvolvidos pela Magral permitem que esses fabricantes realizem os ensaios de pressão e estanqueidade exigidos pelas normas e especificações de seus produtos, contribuindo para a qualidade e a segurança das aplicações.

Nossa atuação também inclui manutenção de equipamentos próprios e de outros fabricantes, modernização de HPUs, conhecida como retrofit, e serviços de instrumentação. Conforme o escopo contratado, oferecemos manutenção preventiva e preditiva, inclusive com equipes dedicadas.

Combinamos engenharia e fabricação próprias com componentes de parceiros nacionais e internacionais. Para aplicações que exigem equipamentos com especificações técnicas especiais, sem fabricação disponível no Brasil, contamos com o apoio técnico e comercial de parceiros estrangeiros para selecionar e fornecer soluções adequadas aos requisitos de cada projeto.

Para reduzir os impactos das variações cambiais e dos custos logísticos, mantemos uma estrutura enxuta e um controle rigoroso dos processos. Um exemplo foi a revisão de estruturas metálicas pela nossa engenharia, que permitiu otimizar o uso de materiais e reduzir o consumo de metal nos projetos avaliados, preservando os requisitos de resistência.

Temos observado um aumento nas consultas comerciais relacionadas à expansão do pré-sal. Também acompanhamos também as perspectivas da Margem Equatorial, cujo desenvolvimento depende dos resultados exploratórios, dos licenciamentos e das decisões de investimento. Na nossa visão, o setor de petróleo e gás continuará contribuindo para financiar a transição energética e o desenvolvimento de novas tecnologias no país.

Um dos principais desafios é o prazo de entrega dos componentes. Oscilações na disponibilidade de matérias-primas, restrições logísticas e outros eventos internacionais afetam esse planejamento. Por isso, trabalhamos para antecipar compras, acompanhar os fornecedores e manter o cliente informado sobre o andamento do projeto.

Nossa participação nesta edição da ROG.e, na qual apresentamos alguns de nossos equipamentos para demonstração, começou a ser preparada no início do ano. Dedicamos atenção aos detalhes construtivos, ao acabamento e à organização dos componentes, buscando aliar robustez estrutural, facilidade de operação e acesso para manutenção.

A busca por equipamentos mais compactos e eficientes também orienta nossos projetos. Utilizamos componentes eletro/eletronicos de alto rendimento e avaliamos a configuração de cada sistema conforme as necessidades operacionais do cliente. Quando as soluções disponíveis não atendem à aplicação, desenvolvemos um projeto específico. A integração de recursos de automação, monitoramento e comando remoto também faz parte dessas demandas, respeitando os requisitos de segurança e a arquitetura de controle de cada instalação.

Na formação da equipe de produção, contamos com profissionais oriundos de instituições de ensino técnico, como o SENAI, e investimos em treinamento interno para desenvolver competências alinhadas aos nossos padrões técnicos e de qualidade. Nossa engenharia mantém contato direto com a engenharia do cliente, o que facilita o entendimento da aplicação e a definição da solução.

Em 2026, completamos 24 anos de atuação. Ao longo dessa trajetória, ampliamos nossa capacidade de fornecermos componentes e desenvolver equipamentos sob medida, com foco nas necessidades técnicas de cada cliente”.


Acelen

Josué Mateus Bohn, diretor comercial da Acelen: “Estamos há cinco anos nessa jornada. A Acelen é uma empresa relativamente jovem, mas assumiu uma refinaria com mais de 70 anos de história. Desde o início, nosso desafio foi transformar esse ativo histórico por meio de investimentos, tecnologia, engenharia e disciplina operacional. Esse trabalho contínuo vem produzindo resultados concretos ano após ano.

E essa transformação da Refinaria de Mataripe faz parte de uma visão maior. A Acelen foi criada para ser uma empresa de energia do Mubadala Capital, braço de investimentos do Mubadala, fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos, com o propósito de atuar como um player relevante da transição energética.

É por isso que, ao mesmo tempo em que modernizamos e tornamos mais eficiente um ativo com mais de sete décadas de história, estamos construindo as bases dos negócios que vão participar da próxima etapa da matriz energética.

O grupo não tinha nenhuma experiência em refino. Montamos tudo do zero, mas com um líder extremamente reconhecido na indústria petroquímica, que foi conectando pessoas competentes do setor de óleo e gás. Esse time modernizou e transformou o ativo.

Muita gente era cética e achava que não conseguiríamos operar uma refinaria desse tamanho, e conseguimos. Já investimos cerca de R$ 4 bilhões desde o início da nossa gestão. Em nosso quinto ano na Bahia, após assumir a gestão da Refinaria de Mataripe, implementamos o maior programa de modernização da história da refinaria, com foco em segurança e automação, diversificação produtiva e melhoria dos índices ambientais, hídricos e energéticos.

Os números mostram essa virada. Em 2025, a Refinaria de Mataripe processou 95,1 milhões de barris, uma média de 262,1 mil barris por dia – o maior volume desde o início da gestão da Acelen.

A Refinaria de Mataripe é outra refinaria em todos os aspectos. Um exemplo é a ampliação da capacidade de produção de diesel S-10 na U-37, que passou de 11 mil para 13,7 mil m³ por dia, um aumento de 25%. Esse resultado é fruto de um processo contínuo de investimentos, engenharia, tecnologia e ganhos de eficiência desenvolvido ao longo da gestão da Acelen, e foi autorizado pela ANP.

Reforçando o compromisso com o meio ambiente, inauguramos o Acelen SolarPark I, maior planta solar própria associada ao refino no Brasil, com 161 MW no semiárido baiano, que atenderá 100% da energia externa da Refmat, em parceria com Illian Energias Renováveis e Perfin Infra.

Esse movimento traduz uma lógica que está presente em toda a nossa gestão: buscar eficiência em todas as dimensões do negócio. E isso é especialmente importante porque operar no Brasil tem suas características: o contexto político, um agente dominante muito forte e uma política de preços muito peculiar ao nosso redor. Se eu não for eficiente e não melhorar o meu mix de produtos, a conta não fecha.

E o nosso mix é o de uma refinaria de grande porte e alta complexidade. Não produzo apenas o que se imagina de uma refinaria, que é gasolina, diesel e GLP. Vou do asfalto, o fundo de torre, até gases especiais, como butano e propano especiais, passando pelos combustíveis, como gasolina, diesel e querosene de aviação. Temos ainda uma unidade que produz parafinas e óleos básicos para lubrificantes.

O Brasil tem outra refinaria que produz óleos básicos e parafinas, mas a Refinaria de Mataripe se destaca pela qualidade de sua parafina, produzida a partir de petróleo baiano. Respondemos por cerca de 70% da parafina produzida no país. Ela está presente em diferentes processos industriais, como na produção de resinas, até aplicações que todo mundo conhece, como as velas. Também há usos na indústria de alimentos, como no polimento de frutas e em películas utilizadas em alguns chocolates, com grades específicos para essa finalidade.

São muitas possibilidades de aplicação e, por isso, precisamos de gente especializada para vender. Tenho uma área que cuida exclusivamente de combustíveis e outra dedicada aos produtos especiais. Cuido do mercado brasileiro como um todo, de tudo o que sai da refinaria.

E isso é importante porque nossos produtos não têm mercado garantido. Em um mercado aberto e competitivo, precisamos conquistar espaço todos os dias. Muita gente imagina que o produto simplesmente sai da refinaria e encontra comprador, mas não é assim. Concorrermos com importadores, que praticam preços de referência internacional, e também com o agente dominante. Por isso, meu time está na rua, negociando, entendendo as demandas dos clientes e buscando mercado para cada produto que sai da refinaria.

Aqui, na feira, é a terceira vez que participamos, mas é a primeira em que decidimos montar um estande próprio, justamente para ampliar nossa presença comercial e estreitar o relacionamento com fornecedores. Foi uma grande surpresa. Tivemos muito movimento, mais do que no último evento, e percebi uma curiosidade muito grande de pessoas que já conhecem a Acelen e querem entender melhor o que estamos fazendo, principalmente o trabalho técnico desenvolvido pelo nosso time de operações.

Quando assumimos a refinaria, uma das nossas prioridades foi criar um centro de desenvolvimento e capacitação de pessoas. Ao longo desses anos, fomos construindo conhecimento e desenvolvendo soluções para os desafios da operação. E fazemos questão de compartilhar parte desse conhecimento com a indústria, participando de congressos e seminários e apresentando nossos trabalhos técnicos, sempre respeitando os limites de segredo industrial. Acreditamos que compartilhar conhecimento também contribui para a evolução do setor.

Sou apaixonado pelo que fizemos, e vamos evoluir cada vez mais. Hoje vendo a partir da Bahia e consigo colocar um navio para atender meu cliente no Rio Grande do Sul, no Paraná, fazer um swap ou encontrar a melhor solução logística para entregar onde ele precisa. Não é um produto simplesmente comprado: a gente vende. Se o cliente pede gasolina e eu não consigo entregar em determinado ponto, encontro outra forma de levar o produto até onde ele precisa.

Essa mudança trouxe ao mercado de combustíveis uma característica de commodity que antes não existia com a mesma intensidade e permitiu que outros players também passassem a comercializar de forma mais orientada às necessidades do mercado. E isso ajudou a destravar outras oportunidades. Um exemplo é o aumento da nossa oferta de querosene de aviação, um produto em que o Brasil é deficitário.

Na frente de tecnologia e inovação, não dá para falar de Acelen sem citar a Acelen Renováveis. No próximo evento, quem sabe teremos um estande azul de um lado e verde do outro, mostrando essas duas frentes de atuação da companhia.

A Acelen Renováveis está desenvolvendo uma primeira planta integrada com capacidade para produzir 1 bilhão de litros de combustíveis renováveis por ano, entre SAF e HVO. São mais de US$ 3 bilhões de investimento no projeto, que contempla não apenas a biorrefinaria, mas toda a estratégia agrícola necessária para garantir a matéria-prima.

E é aí que entra o Acelen Agripark, inaugurado em agosto de 2025, em Montes Claros, Minas Gerais. O centro recebeu investimento de R$ 314 milhões, sendo R$ 258 milhões via BNDES, e ocupa uma área de 138 hectares. Hoje, tem capacidade para germinar 1,7 milhão de sementes por mês e produzir 10,5 milhões de mudas por ano.

Em maio deste ano, a Acelen Renováveis estruturou US$ 1,5 bilhão em financiamento para a construção da biorrefinaria. A operação foi liderada por HSBC e IFC e contou com um consórcio de 12 instituições financeiras nacionais e internacionais. A estruturação, realizada após uma ampla diligência técnica, ambiental e social, marca uma nova etapa do projeto, que tem início de operação previsto para 2029. E o projeto já nasce com mercado: cerca de 90% da produção de SAF e HVO está contratada, principalmente para os mercados americano e europeu.

É uma lógica que resume bem a estratégia: primeiro, garantir o mercado; depois, produzir. Ao mesmo tempo, o time Agro vem trabalhando para domesticar a macaúba, uma espécie genuinamente brasileira, e viabilizar seu cultivo em áreas degradadas. Em parceria com a Unimontes, conseguimos elevar a taxa de germinação de cerca de 3% a 5% para mais de 80%. Como destaca Luiz de Mendonça, CEO da Acelen Renováveis, esse avanço elimina o principal gargalo agronômico da espécie e abre caminho para sua produção em escala. O futuro ninguém sabe onde vai estar, seja em cinco, dez ou vinte anos. Mas a transição energética vai trazer energias compatíveis com a realidade brasileira, que é muito vocacionada ao agro.

O diesel brasileiro já incorpora 15% de biodiesel, e a transição energética vai continuar acontecendo de forma gradual. Para mim, o combustível fóssil é uma ponte nesse processo. No futuro, o HVO estará cada vez mais presente na nossa matriz, ao lado do biodiesel, assim como o SAF na aviação. Temos capacidade para desenvolver essas soluções e, provavelmente, teremos um papel relevante nessa transformação.

Mas não acredito em uma substituição integral dos combustíveis fósseis no curto ou médio prazo. O mais provável é uma matriz cada vez mais diversificada, combinando diferentes fontes e tecnologias – o que, inclusive, pode ser mais interessante do ponto de vista energético”.


Rockwell Automation

Na ROG.e 2026, apresentamos nossa família de controladores redundantes ControlLogix®. É uma plataforma de controle aberta e flexível e é usado em todos os segmentos de óleo e gás. No campo de produção de Búzios da Petrobras temos seis FPSOs operando atualmente com nossas soluções. A primeira FPSO 100% Rockwell Automation no Campo de Búzios foi a P-74 tanto o top side quanto o casco. Seguiram-se a P-75, a P-76 e a P-77, e recentemente entraram em operação a P-78 e a P-79, também com automação Rockwell Automation. A P-80, a P-82 e a P-83 estão em construção na Ásia, e entram em operação em Búzios entre este ano e o próximo. Uma FPSO típica tem de 15 a 20 módulos de processo, e nossas soluções estão presentes na automação da maioria deles. Na P-78, por exemplo, foram integrados mais de 30 mil pontos de entrada e saída, 60 dias antes da partida. Isso demonstra não apenas nossa capacidade tecnológica, mas também a presença da Rockwell em projetos de grande porte e alta criticidade operacional. O fornecimento global à Petrobras inclui cinco anos de contrato de suporte para todas as FPSOs de Búzios.

A evolução da tecnologia de automação tem reduzido significativamente as diferenças entre arquiteturas tradicionalmente associadas a Controladores ou DCS. Hoje, aplicações industriais complexas podem ser implementadas utilizando diferentes abordagens tecnológicas, dependendo dos requisitos operacionais e da estratégia do usuário final, portanto utilizando uma plataforma aberta e flexível como o ControlLogix®, que pode ser configurada como um sistema SCADA Supervisory Control and Data Acquisition – foi o caso das aplicações no Campo de Búzios descritas acima, conforme solicitação da Petrobras, ou como um Sistema de Controle Distribuído (DCS).

Outra grande preocupação da indústria é a cibersegurança, que hoje é um dos nossos principais pilares. Mostramos na ROG.e 2026 nossa plataforma de segurança SecureOT® voltada à segurança de ambientes de tecnologia operacional (OT), que permite monitorar continuamente a infraestrutura industrial, identificar vulnerabilidades e apoiar as equipes na prevenção e mitigação de riscos cibernéticos. Toda atualização de software ou firmware, toda nova conexão, pode trazer uma vulnerabilidade. Por isso, nossa abordagem não se limita aos equipamentos Rockwell. Trabalhamos com monitoramento multimarcas, utilizando informações e alertas de entidades internacionais especializadas em cibersegurança. Quando uma vulnerabilidade é identificada, a plataforma permite que as equipes avaliem sua criticidade e priorizem as medidas necessárias de forma compatível com a operação da planta. À medida que a conectividade entre tecnologias e sistemas aumenta, esse cuidado se torna ainda mais relevante. Eu costumo dizer que o passo zero é habilitar somente o que realmente precisa e manter o restante desabilitado. Mas isso, por si só, não é suficiente. As ameaças evoluem constantemente e novas vulnerabilidades podem surgir a qualquer momento. Por isso, a cibersegurança precisa ser tratada como um processo contínuo de monitoramento, governança e gestão de riscos, e não como uma ação pontual.

Por fim, outro destaque que apresentamos foi uma solução de edge computing, uma arquitetura unificada que combina controle, computação industrial e conectividade. É uma plataforma especialmente interessante para aplicações distribuídas e remotas. Pense, por exemplo, em um poço de petróleo em terra, em uma região afastada, no meio do sertão nordestino. Com essa solução, é possível realizar o controle local do processo, processar dados e integrá-los a sistemas superiores. A conectividade pode ser estabelecida por redes Ethernet industriais, Wi-Fi ou infraestrutura celular 4G/5G, ampliando as opções de comunicação em locais onde tradicionalmente havia limitações de conectividade. Em alguns casos, a disponibilidade crescente dessas redes permite reduzir a dependência de sistemas de rádio dedicados ou mantê-los como redundância operacional. A plataforma incorpora recursos de computação industrial baseados em Linux, ampliando as possibilidades de integração e processamento local. É possível trabalhar com aplicações de IoT, utilizando protocolos como MQTT, entre outros. Na prática, isso significa aproximar controle, conectividade e computação de borda, mesmo em locais onde tradicionalmente a infraestrutura de comunicação era uma limitação.


Leser

Paulo Poffo, diretor comercial da LESER no Brasil, contou que “a LESER entra agora em uma fase que internamente chamamos de Next Gen, com a sexta geração da família assumindo novas responsabilidades dentro da companhia. Naturalmente, isso também traz mudanças na organização. A empresa ganhou uma orientação adicional, focada em grandes projetos e em uma atuação regional mais integrada.

Nesse novo modelo, a LESER Brasil deixou de olhar exclusivamente para o mercado brasileiro e passou a ter uma responsabilidade maior sobre a América do Sul. Para nós, isso é muito importante, porque há uma conexão muito forte entre os grandes projetos da região. Além do Brasil, temos novos mercados em desenvolvimento, como Guiana e Suriname, e toda essa dinâmica passa a ser acompanhada mais de perto pela nossa estrutura regional.

Ao longo dos últimos anos, a LESER Brasil acumulou um know-how muito relevante em offshore. Hoje temos um histórico de fornecimento para mais de 20 plataformas e participamos de sucessivas gerações de projetos destinados à costa brasileira. Em alguns deles, alcançamos níveis bastante significativos de conteúdo local.

Essa experiência fez com que a operação brasileira ganhasse importância dentro do grupo. Não atuamos somente no fornecimento da válvula: apoiamos desde a engenharia, o dimensionamento e a documentação até a definição das soluções técnicas mais adequadas à aplicação.

Além disso, como muitos FPSOs são construídos ou integrados em diferentes partes do mundo, acompanhamos também atividades fora do Brasil, como em Cingapura. Hoje, um projeto offshore é realmente global: a engenharia pode estar em um país, os módulos podem ser fabricados em outro, a integração ocorre em um terceiro local e, no final, a unidade vai operar no Brasil. É preciso conhecer e acompanhar toda essa cadeia. Quem acompanha esse mercado percebe que a LESER está cada vez mais presente.

Esse relacionamento, construído ao longo dos projetos, também abriu uma nova frente para nós: serviços. Hoje já temos equipes da LESER atuando na manutenção de válvulas de segurança em ambiente offshore. Esse é um desenvolvimento natural do negócio: depois que você constrói uma base instalada importante, precisa acompanhar também o ciclo de vida desses equipamentos.

A LESER Brasil possui uma estrutura completa para manutenção e reparo, inclusive com certificação VR do National Board. Isso nos permite trabalhar não apenas com válvulas LESER, mas também com equipamentos de outros fabricantes, naturalmente dentro do escopo previsto pelas certificações e pelos procedimentos aplicáveis. Essa área vem ganhando importância dentro da empresa, e nosso objetivo é continuar expandindo esse conceito para outros clientes.

A infraestrutura utilizada no Brasil segue os mesmos princípios e requisitos adotados pela LESER na Alemanha. As bancadas de teste, os procedimentos, os sistemas de qualidade e os processos são integrados à estrutura global da companhia, o que é fundamental para garantir repetibilidade e rastreabilidade.

A Alemanha continua sendo o principal centro industrial da LESER e fornece os produtos e componentes utilizados em grande parte dos mercados internacionais. No Brasil, fazemos toda a configuração necessária para atender a cada aplicação: montagem final, testes, inspeções, pintura e preparação conforme as especificações do cliente. Isso é particularmente importante em projetos offshore, porque cada projeto pode ter requisitos específicos de materiais, pintura, documentação, inspeção ou certificação.

Quando falamos de válvulas de segurança, há um tema que considero especialmente importante: a certificação. É um assunto que ainda gera muita confusão no mercado. Existem dois tipos de certificado, ambos extremamente importantes em relação às válvulas de segurança: Certificado de Inspeção e Teste; Certificado de Capacidade de Vazão.

Durante muitos anos, o mercado se acostumou a falar em “certificado de calibração” da válvula de segurança. A própria NR-13 corrigiu essa terminologia: na versão atual, ela utiliza expressamente o termo “certificado de inspeção e teste da válvula de segurança”. Para vasos de pressão, o item 13.5.4.11 exige que o relatório de inspeção identifique o número desse certificado, enquanto o item 13.5.4.9 determina que as válvulas sejam desmontadas, inspecionadas e testadas em prazo adequado à sua manutenção.

Esse certificado é, essencialmente, o registro técnico da condição encontrada e dos testes realizados naquele momento. Ele deve permitir a rastreabilidade da válvula, do serviço executado e dos resultados obtidos, incluindo a verificação da pressão de atuação e, quando necessário, os ajustes realizados.

É importante entender também os limites desse documento. O certificado de inspeção e teste não é uma certificação do projeto da válvula, nem comprova sua capacidade de vazão. Ele registra a condição verificada na data da intervenção, segundo os critérios e procedimentos aplicáveis.

Esse certificado é emitido diversas vezes durante o ciclo de vida de uma válvula, e a frequência depende da aplicação. Para vasos de pressão, a NR-13 estabelece que o intervalo deve ser adequado à manutenção da válvula e não pode ultrapassar o prazo previsto para a inspeção interna do equipamento protegido. A empresa que executa a inspeção e os testes responde tecnicamente pela qualidade e pela rastreabilidade do serviço realizado dentro de seu escopo.

Mas existe outro tipo de certificação que considero fundamental: a de capacidade de vazão. Uma válvula de segurança não precisa apenas abrir na pressão correta; ela precisa ser capaz de aliviar a vazão necessária para impedir que a pressão do equipamento continue aumentando.

É nesse ponto que entra o ASME Boiler and Pressure Vessel Code, que estabelece os requisitos para dispositivos de proteção contra sobrepressão, incluindo a certificação de capacidade. Dentro desse sistema, o National Board administra o processo de certificação. O projeto da válvula passa por ensaios e avaliações para comprovar sua capacidade de vazão e, quando aprovado, essa certificação fica registrada no NB-18 – Pressure Relief Device Certifications, tradicionalmente conhecido como Red Book.

O mais importante é que essa informação pode ser verificada publicamente. No NB-18, é possível consultar o fabricante, o modelo, o número da certificação, sua validade e os dados de capacidade certificados. Isso traz uma diferença importante: não é apenas o fabricante declarando que a válvula possui determinada capacidade, mas uma terceira parte independente verificando e certificando esse desempenho.

Por isso, quando falamos em uma válvula com certificado de capacidade, estamos falando de uma característica técnica do produto comprovada e rastreável, que pode ser consultada diretamente na base oficial do National Board.

Quando for adquirir sua válvula de segurança, solicite sempre o Certificado de Capacidade. O mercado de O&G já tem esse requisito bem estabelecido; outros mercados, porém, ainda precisam evoluir nesses conceitos.

Sobre a ROG.e, fiquei particularmente satisfeito com esta edição. Acompanhamos o evento há muitos anos e, para a LESER, foi uma das melhores edições desde que começamos a participar. O Riocentro oferece uma estrutura muito adequada para um evento desse porte e, principalmente, percebemos uma qualidade muito alta do público. Para nós, isso é mais importante do que o número de visitantes: o que realmente faz diferença é a qualidade das conversas. Tivemos encontros muito bons com as principais companhias diretamente envolvidas nos grandes projetos do setor.

Desta vez, conseguimos fazer algo que considero especialmente interessante: aproximar a feira da nossa realidade industrial. Criamos o Experience LESER, que oferecia aos clientes a oportunidade de sair um pouco do ambiente da feira e conhecer de perto a nossa operação no Rio de Janeiro.

A visita começava no nosso centro de treinamento, com uma apresentação da empresa e de sua atuação no mercado, e seguia para a área industrial. Os clientes puderam conhecer nossos estoques, as linhas de montagem, os processos internos e, em alguns momentos, até acompanhar testes finais de válvulas.

Para mim, essa foi uma das partes mais interessantes da experiência. O cliente conversava conosco no estande sobre engenharia, testes, certificação ou capacidade de fornecimento e, pouco depois, via tudo aquilo acontecendo na prática: as válvulas, os testes, as pessoas e toda a estrutura que existe por trás do produto. Isso ajuda a mudar a percepção sobre a válvula de segurança. Ela não é simplesmente um equipamento que você compra, instala e esquece. Existe toda uma cadeia por trás: engenharia, fabricação, configuração, testes, certificação, documentação, manutenção e, principalmente, conhecimento.

E é justamente essa estrutura que estamos fortalecendo no Brasil e ampliando para atender cada vez mais a América do Sul.”


Smar

A participação da NOVA SMAR na ROG.e 2026 marcou um retorno de destaque da marca ao setor de Óleo & Gás, unindo a tradição de mais de 50 anos dos produtos e serviços SMAR à renovação trazida pelo novo nome e pela nova identidade da companhia.

O estande foi um dos principais pontos de contato da empresa com o mercado durante a feira, recebendo um fluxo constante de visitantes interessados em conhecer ou reencontrar a tecnologia SMAR. Usuários de nossos equipamentos, antigos e novos admiradores da marca, profissionais do setor, professores e estudantes passaram pelo estande para conversar com nossa equipe, conhecer as soluções apresentadas e acompanhar este novo momento da empresa.

Mais do que uma exposição de produtos, a ROG.e representou para a NOVA SMAR a oportunidade de reafirmar sua presença em um mercado estratégico e fortalecer relações construídas ao longo de décadas com a indústria brasileira.

A receptividade durante o evento reforça a força e o reconhecimento da marca SMAR. Assim, nossa participação na ROG.e 2026 simboliza um retorno promissor, que já aponta para o futuro: uma NOVA SMAR que retoma seu protagonismo e anuncia um novo ciclo de crescimento no setor de Óleo & Gás.


Vibropac

“A Vibropac atua há muito tempo no setor de petróleo e gás e participa desta feira desde 1998, desde a primeira edição. Trazemos as soluções dos nossos três principais parceiros no segmento: as bombas, os compressores e as soluções de bombeamento especial da Sundyne; as bombas e os sistemas de injeção química da Milton Roy; e os equipamentos de bombeamento multifásico da Leistritz. Os três são âncoras do nosso estande e fornecem equipamentos de bombeamento e compressão primordiais para os processos, seja no refino, seja nas instalações offshore. No offshore, atuamos em sistemas de desidratação de gás, com nossos compressores; em toda a injeção química na água produzida das plataformas; e no tratamento de óleo e gás.

O sistema de injeção química, com bombas Milton Roy, é uma tecnologia de ponta. Já a bomba multifásica é uma solução muito interessante: no mesmo equipamento, ela transporta a mistura de óleo, gás e água, sem necessidade de separação. Na saída, é possível enviar o fluxo para o sistema de separação, bombeá-lo para a terra ou submetê-lo a outro processo, inclusive na própria plataforma. Essas três soluções são muito importantes para o processo do petróleo, tanto na produção quanto no refino.

Hoje, a Vibropac é fornecedora de soluções completas, e não apenas uma entregadora de caixas. Somos representantes e distribuidores dessas três linhas, mas agregamos valor e engenharia e conhecemos sistemas. O que você vê ali, por exemplo, é um sistema de injeção de mercaptana para odorização do gás. O gás não tem cheiro e é perigoso; por isso, integramos, com nossas tecnologias e equipamentos, a dosagem de mercaptana no gás e, por consequência, o odorizamos.

A divisão de petróleo e gás é a mais importante da empresa em volume de negócios. Neste ano, ela sofreu bastante, com condições especiais de mercado, adiamento de projetos e algumas decisões da Petrobras de redução de capex, que afetam todo o segmento. Tenho certeza, porém, de que isso é sazonal: já aconteceu outras vezes, e estamos há 33 anos no mercado, já passamos por poucas e boas. Estudamos o contexto político, econômico e social, que no Brasil exerce grande influência sobre as atividades econômicas. Ainda assim, há projetos importantes em andamento: a Petrobras está abrindo novas frentes de trabalho em refino e em produção. Os próximos anos serão bons. Acreditamos que, havendo tranquilidade jurídica, econômica e política, as coisas voltem ao ritmo.

O que apresentamos aqui é a divisão de petróleo e gás, que trabalha com a Petrobras e com esses parceiros. Em maio, separamos a operação e abrimos uma fábrica totalmente dedicada às soluções para água, em Cotia, onde a empresa está desde 2010, há 16 anos, atuando com movimentação de fluidos. Água é outro mundo, mas há uma interface entre as duas divisões, porque nossos parceiros também atendem aplicações em biodiesel, biogás, captura de carbono e hidrogênio. Os processos são parecidos, e estamos avançando no conhecimento deles. Para captura de carbono, há aplicações de bombeamento com bombas especiais de acoplamento magnético, à prova de vazamento. Para a indústria de hidrogênio, temos compressores de diafragma: já realizamos alguns fornecimentos, e há compressores de diafragma de hidrogênio em operação.

Comparativamente, porém, o volume do petróleo e gás, da produção ao refino, ainda é muito superior, e assim continuará por muito tempo. Não vejo como realidade essa história de que, em 2030, tudo acaba. Acho que é consenso: mesmo com o crescimento dos combustíveis renováveis, teremos um mix, e não vamos abandonar o petróleo.

Sobre a nossa participação, o mais importante foi o retorno da feira ao centro, que foi muito positivo e agradável. O acesso é mais fácil, não há custo de deslocamento, e a qualidade das visitas também melhorou. Ficou a impressão de uma feira cheia, mas com qualidade: vieram pessoas importantes, realmente interessadas no produto e em relacionamento”, contou Carlos Dompieri, diretor e fundador da Vibropac.


Smart Control

O CEO da Smart Control, Edison Sobral, contou que “a Smart Control completou 25 anos de mercado. Para nós é uma satisfação e um marco importante, porque poucos players sobrevivem no Brasil. Somos uma empresa 100% nacional, fundada em 2001, com espírito de comércio de válvulas, por dois representantes dos principais fabricantes nacionais da época, o João Carlos e o Edson Sobral. Ao longo dos anos nos consolidamos como revendedor e distribuidor. Em 2015 começou uma mudança: a busca de novos parceiros comerciais fora do Brasil e a ampliação da linha. Em 2022, houve uma mudança na gestão, e desde então a empresa trilha novos caminhos, com crescimento bem expressivo. Nosso maior desafio é manter e disseminar a cultura que fez a Smart se consolidar.

Hoje somos reconhecidos como parceiro, não apenas fornecedor. Nosso slogan é “soluções integradas”. Somos especializados em válvulas, atuadores e automação de válvulas, e oferecemos, junto com o produto, um pacote de serviços e um diferencial no pós-venda. Controlamos 100% da cadeia de fornecimento para poder dar esse apoio.

A válvula evoluiu ao longo dos anos e já está muito padronizada. Segue o padrão API, o padrão internacional para óleo e gás, e a Petrobras é uma referência em especificações, que dizem quais são os materiais do corpo e dos internos para cada aplicação. Nosso cliente é especialista em extrair e refinar petróleo, e a válvula é um componente para o produto final dele. Como o produto em si não tem diferencial, o que faz diferença é como você entrega, instala e mantém. Por isso a automação passou a ser um dos diferenciais, e por isso estamos especializados em gestão de estoque. Temos mais de 60 mil itens em estoque. O nosso maior desafio, e o mundial, é a logística: fazemos o estoque olhando pelo retrovisor, pelo nosso histórico de 25 anos, e projetando o mercado, e a precisão nunca é total. Mas o histórico nos permite saber, por exemplo, que um terminal de distribuição usa um tipo de válvula, que o refino de gasolina pede um tipo e o de diesel, com presença de H2S, outro material.

Estamos fornecendo válvulas para a primeira planta de grande porte de dessalinização do país, no Ceará, onde usamos materiais nobres. Os grandes projetos desse tipo vêm do Oriente Médio, e apoiamos nossos clientes nas especificações, com esse conhecimento internacional. Isso vale também para unidades de água desmineralizada industrial, usada em caldeiras.

Em 2026, abrimos uma filial no Rio de Janeiro, no Teleporto, no centro, uma sala comercial com galpões logísticos de apoio em Duque de Caxias. Quero dar um spoiler: vamos criar uma divisão especializada no mercado offshore. Nossos clientes perguntam muito: “por que vocês não entram no offshore?” Temos o produto, e a chegada ao Rio nos permite oficializar isso com uma especialização, com um modelo híbrido, já que as exigências de fabricação e ensaios são diferentes. Também temos estoque estratégico em Ribeirão Preto, para atender o setor sucroenergético.

A Smart busca relacionamento duradouro. Temos contrato de mais de 18 anos com uma refinaria do Rio Grande do Sul. Buscamos clientes alinhados com nosso propósito. Há os que buscam só preço e nos trocam por qualquer centavo a menos, sem valorizar o pacote. O pacote não custa mais, mas nos permite sentar à mesa de negociação com rastreabilidade total: sabemos qual peça foi instalada e entregamos histórico, documentação e sobressalentes.

Estamos na feira para nos aproximar dos clientes. Já recebemos quem dissesse “sei que vocês ganharam contrato conosco, mas vim conhecer vocês”. É importante saber a cara da pessoa e que o cliente saiba que pode ligar para o CEO. Nosso modelo de gestão tem servido de referência até para empresas do nosso segmento e de outros, e isso é motivo de orgulho”.


Flutrol

“Se me perguntam o que trouxemos de novidade, começo pelo painel para controle de poço de petróleo. Ele tem 17 funções e controla 17 pontos, e o tamanho pode ser maior ou menor, definido de acordo com a necessidade de cada cliente. É o painel que abre e fecha o poço, e por isso eu costumo dizer que é o equipamento mais importante da plataforma: se ele não funciona, você nem precisa de plataforma. Em alta pressão, temos sido referência para uma empresa líder de mercado em compressores – quando ela precisa de instalações de alta pressão, ela nos prestigia”, contou Manuel Fernandes, diretor da Flutrol Comércio e Controle de Fluidos.

Ao lado dele está o sistema de injeção química multipontos, outra novidade. Ele substitui as bombas individuais de dosagem. Em vez de ter uma bomba para cada ponto, você tem uma bomba única e dosa muitos pontos por meio de válvulas reguladoras. O ganho é grande: o espaço ocupado é muito menor, a manutenção é muito menor e a confiabilidade é muito maior. Isso pesa na plataforma de petróleo, onde espaço, peso e energia são limitados, e um sistema mais compacto também custa menos.

Há ainda uma vantagem de sustentabilidade. Como você regula e controla a injeção de produtos químicos com precisão, o consumo cai muito. Os sistemas convencionais são menos precisos, e o que passa do ponto é desperdiçado, jogado fora. A economia de químicos pode chegar a dez, vinte, trinta vezes. Não é uma novidade internacional, mas é uma novidade para o Brasil poder fazer um sistema como esse. A Flutrol monta o sistema de forma integral, acompanha o funcionamento e dá assistência, com serviço completo e contrato de manutenção e atendimento. Os produtos injetados no poço são antiespumantes, produtos contra parafina, contra H2S e contra corrosão, para evitar ferrugem.

Também trouxemos uma válvula reguladora de vazão, fabricada por uma empresa americana com patentes dessas válvulas e mais de três décadas de tradição. Ela fica na região de Seattle, ao lado da Boeing, uma área acostumada a trabalhar com muita precisão e qualidade, com uma indústria enorme, mas com empresas pequenininhas também. E temos novidades em válvulas reguladoras de pressão para os sistemas hidráulicos das plataformas, fabricadas por uma empresa inglesa que vende muito para óleo e gás. Regular pressão é diferente de regular vazão. Imagine uma bomba que produz uma pressão, mas você precisa de 5 mil num ponto, 7 mil em outro e 3 mil em um terceiro. Essas válvulas regulam a pressão de que você precisa em cada ponto, com uma única bomba alimentando três pontos de pressões diferentes. Tudo isso entra no sistema e cumpre a função de controle.

Também temos peças de reposição para tudo isso, genuínas, direto da fábrica, com estoque. O cliente compra, e a maioria das peças fica pronta para atendimento. Também reparamos o produto do cliente, em casa ou no cliente, com kits e peças originais.
Um item que sempre chama atenção é o sistema de pré-carga portátil de N2. Ela serve para carregar acumuladores hidráulicos, que precisam ser calibrados. É um equipamento portátil, colocado numa mala para poder viajar: entra no avião, vai para o campo. Essa mala foi feita, originalmente, para uma empresa de tratores agrícolas, que carrega e calibra o acumulador hidráulico do trator, porque ele exige cuidado e é calibrado no campo. A função é exatamente a mesma na plataforma, onde os acumuladores também precisam ser calibrados. A mala pode viajar de helicóptero para a plataforma e ser usada lá.

Sobre o que percebi na feira, é que há muitos projetos rodando e muita gente investindo, coisas novas acontecendo: a refinaria do Nordeste, plataformas, outras que vão chegar, outras que vão fazer concorrência. Muita coisa para acontecer. Por isso, além dos equipamentos para o setor de petróleo e gás, trouxemos também um voltado para hidrogênio.
Estamos apostando no hidrogênio, que ainda é um segmento lento no Brasil, mas vai chegar. Com o tempo, ele vai ser o combustível do futuro, o Brasil tem muito gás natural, e dá para tirar o hidrogênio do gás – ainda que seja mais caro. Também já falam em extrair de várias outras fontes… o desenvolvimento está caminhando.

E é quase o mesmo equipamento de petróleo e gás, alguns detalhes precisam ser alterados: as matérias-primas são um pouquinho diferentes, com alguns metais diferentes, para resistir à fragilização causada pelo hidrogênio. Quem fabrica uma válvula para petróleo e gás pode fabricar uma válvula para hidrogênio, com pouquíssimas diferenças. Uma empresa como a Flutrol está preparada para oferecer o melhor na área de petróleo e gás e também na de bioenergia. E já fornecemos algumas coisas por meio de pesquisa e desenvolvimento com universidades.

Sobre mão de obra, falam que agora todo mundo vai trabalhar com bioenergia e perguntam se vai faltar gente. O que muda é a segurança: exige um pouco mais de cuidado, é preciso fazer um treinamento.

Trabalhos técnicos: onde está concentrado o conhecimento da indústria

A ROG.e recebeu mais de mil trabalhos que foram avaliados por 278 especialistas. Foram 399 trabalhos em Upstream; 250 em Transformação Digital e Inovação; 245 em Diversificação Energética e Soluções de Baixo Carbono; 124 em Pessoas, Cultura e Sociedade; 104 em Downstream; e 86 em Gás Natural. Ao todo, 924 foram apresentados.

A distribuição é um indicador importante. O upstream permanece como maior núcleo de produção técnica, mas transformação digital e baixo carbono já representam blocos expressivos do congresso.

O Prêmio Plínio Cantanhede distinguiu trabalhos em todas as áreas. O estudo de Yuri Leal da Silva e Ian Fiori, da Petrobras, tratou da otimização de plataformas offshore baseada no monitoramento de dados. Em outras palavras, dados operacionais foram tratados como instrumento de melhoria de desempenho do ativo. No eixo Gás Natural, Ianna Clara Prates, Lucas Robert de Oliveira e Amanda Tavares dos Santos, da TAG, foram reconhecidos por estudo sobre modelos comerciais internacionais aplicados à armazenagem de gás. Em Diversificação Energética, foi premiada a equipe da UFRJ liderada por Roberto Schaeffer.

No eixo Upstream, Rafael Peralta Muniz Moreira e equipe foram premiados por trabalho sobre integridade de poços complexos em águas profundas. No eixo Downstream, Thomas Fink e Felipe Naciuk receberam o prêmio por trabalho sobre a tecnologia Active Direct Adhesion (ADA), aplicada a reparos em compósitos sobre superfícies contaminadas. Em um caso relatado, o reparo de um tanque caiu de cerca de 15 dias para menos de uma hora, e o custo, de aproximadamente R$ 1,5 milhão para R$ 10 mil a R$ 15 mil.

No eixo Jovem Profissional, foram premiados Karen Giovana da Silva Carlos, Poliana Pinheiro da Silva e Francisco de Assis Oliveira, com pesquisa envolvendo reúso de água. Em Pessoas, Cultura e Sociedade, o prêmio foi para equipe da Shell formada por Santiago Dressler, Amanda Raposo e Yasmin Reis.

O conjunto mostra que a inovação discutida na ROG.e não se restringe a tecnologias digitais. Ela inclui integridade de poços, reparos estruturais, armazenagem e comercialização de gás, materiais e modelos de negócio.

Fora do congresso, a principal homenagem, o Prêmio Leopoldo Américo Miguez de Mello, foi para Carlos Tadeu da Costa Fraga.

E, no espaço da Petrobras, a 9ª edição do Prêmio Melhores Fornecedores, em 24 de setembro, a ROG.e, celebrou a excelência e o comprometimento de fornecedores da Petrobras.

Premiados por Grupo de reconhecimento:
·                   Bens para Operação – Elétr. Instrum. Autom e TIC: Metrominas
·                   Bens para Operação – Equipamentos Dinâmicos: Sulzer Brasil
·                   Bens para Operação – Caldeiraria: HCI Group
·                   Bens para Operação – SMS: Ideal Work Uniformes e EPI’s
·                   Bens para Operação – Válvulas: HCI Group
·                   Desinstalação de Sistemas Submarinos (EPRD): Mota-Engil
·                   Dutos Flexíveis: NOV
·                   Grandes Máquinas e Serviços Associados: TransCanada Turbines
·                   Infraestrutura e Multiserviços: CM Couto Coutoflex
·                   Instalação de Sist. Subm.(EPCI): Subsea7 Do Brasil Servicos Ltda
·                   Lançamento de Linhas Flexíveis: TechnipFMC
·                   Logística Aérea: CHC Helicopter
·                   Logística Marítima: Tidewater/ Wilson Sons
·                   Logística Terrestre: Triunfo Logística.
·                   Manutenção Indl: #Granservices
·                   Manut,Rep. Oper.-MROe Servs assoc.: #QualityWelding
·                   Mobilidade Urbana: Vix Logistica
·                   Obra de Engenharia Offshore: Seatrium
·                   Obras de Engenharia Onshore: ENGECAMPO
·                   Operação de Sondas Marítimas: Constellation Oil Services
·                   Produtos Químicos: REDA Energy
·                   Serviços de TIC: Mirante Tecnologia
·                   Servs e Equips de Ancoragem: DELP ENGENHARIA MECÂNICA
·                   Sistema de Cabeça de Poço Submarino: TechnipFMC
·                   Tubulares de Produção e Revestimento (OCTG): TUBACEX
·                   Umbilicais: MFX do Brasil .
 
Prêmios Especiais
·                   ASG Descarbonização: Subsea7
·                   ASG Direitos Humanos: Constellation Oil Services
·                   ASG Governança: TechnipFMC
·                   SMS Segurança: Triunfo Logística
·                   SMS Meio Ambiente: Constellation Oil Services.
·                   SMS Saúde: SLB
·                   Gestão da Qualidade: NOV
·                   Segurança da Informação: Minsait
·                   Pequenas Empresas: Betz Chemicals
·                   PD&I – Empresas: LabTox
·                   PD&I – Startups: Gecko Robotics
·                   Destaque Programa Autonomia e Renda Petrobras: CONSAG

Arena de Lubrificantes: manutenção passa a ser também uma questão de dados

A Arena de Lubrificantes, promovida pelo Sindicom no Pavilhão 3, teve como eixos indústria (testes de B20/B25, impacto dos combustíveis nos lubrificantes, monitoramento preditivo e inteligência artificial), ESG, integridade de mercado (combate à falsificação) e qualidade e regulação.

Do ponto de vista industrial, o aspecto mais relevante foi a transformação do lubrificante em fonte de informação sobre a condição do equipamento.

A análise de propriedades físico-químicas, partículas e degradação permite identificar alterações que podem preceder falhas. Quando associada a históricos de operação, sensores e algoritmos, essa informação pode alimentar estratégias de manutenção baseada em condição.

É uma mudança que aproxima uma disciplina tradicionalmente associada à manutenção de uma arquitetura de dados industriais. O lubrificante deixa de ser apenas um insumo de consumo e passa a fazer parte da estratégia de diagnóstico do ativo.

Young Summit: a transformação também é humana

O Young Summit, voltado a estudantes e jovens profissionais, colocou carreira e liderança no centro da programação, e a edição estreou o espaço Energia Literária, em 24 de setembro.

O tema da formação apareceu também fora do Young Summit, nos acordos do Offshore do Futuro e nas iniciativas de desenvolvimento de fornecedores. A mensagem transversal é que o próximo ciclo industrial exige não apenas equipamentos e capital, mas profissionais capazes de operar tecnologias mais complexas e integrar diferentes disciplinas.

O que as plenárias e arenas revelaram juntas

Tomadas individualmente, as plenárias trataram de petróleo, gás, transição energética, geopolítica, refino, SAF, competitividade offshore e investimentos. As arenas acrescentaram supply chain, IA, inovação, manutenção, carreira e desenvolvimento regional.

Tomadas em conjunto, elas revelam uma transformação mais profunda.

O problema da indústria já não é apenas produzir mais petróleo. É produzir com menor custo, maior confiabilidade, maior eficiência energética, menor exposição ao risco, maior conteúdo tecnológico e maior capacidade de resposta às mudanças regulatórias e geopolíticas. A mesma lógica aparece no gás. Não basta aumentar a produção. É preciso criar mercado, transportar, processar, acessar infraestrutura, estabelecer contratos, garantir liquidez e formar consumidores capazes de utilizar a molécula de maneira competitiva.

No offshore, não basta encontrar reservas. É preciso transformar descoberta em FID, contratar FPSO, garantir capacidade de estaleiros e fornecedores, padronizar projetos, reduzir topside, assegurar conteúdo nacional e construir uma cadeia capaz de entregar equipamentos e serviços dentro dos prazos.

No downstream, não basta possuir refinarias. É preciso elevar fator de utilização, aumentar confiabilidade, modernizar unidades, produzir mais diesel e incorporar moléculas de menor pegada de carbono.

Na transição energética, não basta anunciar SAF, HVO, biometano, hidrogênio ou CCUS. É preciso criar especificações, certificações, infraestrutura, logística, matéria-prima, rastreabilidade e mercado.

E, em todos esses casos, a automação deixa de ser uma camada isolada. Ela se transforma em infraestrutura transversal para operação, controle, segurança, manutenção, dados e decisão.

O principal sinal para a indústria

É nesse ponto que a ROG.e 2026 interessa particularmente aos setores de automação, instrumentação, válvulas, bombas, motores, sistemas digitais, engenharia e serviços industriais.

O ciclo que se abre não será definido somente pela capacidade de entregar um equipamento dentro da especificação. O diferencial estará cada vez mais na capacidade de demonstrar desempenho ao longo do ciclo de vida.

Uma válvula crítica será avaliada também pela confiabilidade, manutenção, certificação, segurança funcional e disponibilidade. Uma bomba, pela eficiência, condição operacional, consumo energético e capacidade de fornecer dados para manutenção. Um sistema de controle, pela disponibilidade, interoperabilidade, cibersegurança e capacidade de integrar dados de campo à operação. Um equipamento de inspeção, pela capacidade de reduzir exposição humana e transformar informação em decisão.

A ROG.e 2026 mostrou, portanto, uma indústria em que produção, engenharia, dados, automação, confiabilidade, segurança, energia e ciclo de vida estão deixando de ser disciplinas separadas.

Essa talvez seja a principal informação técnica deixada pelo evento. O próximo ciclo competitivo não será apenas sobre quem fornece determinado equipamento, mas sobre quem consegue fazer esse equipamento funcionar dentro de uma arquitetura industrial mais ampla, mensurável e integrada.


Sim, elas existem! Encontro no último dia da ROG.e 2026 reuniu o setor de energia em torno da liderança feminina

Na noite de 24 de setembro, último dia da ROG.e 2026, o Rooftop do Lagune Hotel, no Rio de Janeiro, recebeu o Coquetel Sim, Elas Existem! 2026, com patrocínio da TotalEnergies e apoio da AEPE, da eixos e do IBP.

O ponto alto foi a divulgação da lista de 2026, com 577 mulheres qualificadas para cargos de alta liderança no setor de energia, indicadas por profissionais e instituições. Criada em 2018 por Renata Isfer e Agnes da Costa, a iniciativa é apartidária, colaborativa e voluntária, e a lista será entregue às candidaturas à Presidência da República.

A noite também marcou o lançamento da 3ª edição do EmpodereC, mentoria com 20 vagas para jovens mulheres, com prioridade a grupos sub-representados (inscrições até 18 de outubro); a adesão de sete novas organizações ao Pacto Nacional pela Equidade de Gênero na Energia; a premiação de Felipe Maciel (HeForShe), Márcia Cristina Andrade (Vozes da Diversidade), Suhana Sidik (óleo e gás) e Aline Pan (setor elétrico).

clique aqui para se inscrever no EmpodereC.


ROG.e Energy Run abre a semana da energia com esporte e integração

A Energy Run, primeira corrida oficial da indústria de energia, abriu a programação da ROG.e 2026 no domingo, 20 de setembro, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Promovida pelo IBP, a prova reuniu mais de mil participantes. O percurso teve 7,5 km, correspondentes a uma volta completa na Lagoa, com largada às 7h, no Parque das Figueiras.

Segundo Roberto Ardenghy, presidente do IBP, a corrida refletiu o espírito de integração, energia e sustentabilidade da edição 2026.

A prova também criou o Troféu Corporate Energy, destinado às empresas que mobilizaram mais participantes. A Radix ficou em primeiro lugar, com 150 inscritos, seguida por TotalEnergies, com 60, e Prio, com 56. A premiação individual contemplou, com troféus, os três primeiros colocados das categorias masculina e feminina, e todos os que concluíram o percurso receberam medalha.

A Energy Run ganhou, assim, uma dimensão corporativa: esporte, relacionamento e participação das empresas passaram a integrar a abertura de uma semana dedicada a negócios, tecnologia e inovação energética.

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