SP House buscando atrair investimentos globais, leva potencial de inovação de São Paulo

SP House foi montada no SXSW, em Austin, nos EUA. Foto: Divulgação/Governo de SP

O Governo de São Paulo abriu as portas da SP House, um hub de negócios e tecnologia, que vai mostrar ao mercado global o potencial em inovação da economia estadual durante o maior evento sobre o tema do mundo, o South by Southwest (SXSW), realizado em Austin, nos Estados Unidos, de 13 a 16 de março.

Esta é a terceira participação da SP House no evento, ocupando espaço de 2,2 mil m², quase o dobro da edição anterior, com a expectativa de receber até 600 pessoas simultaneamente. Serão cerca de 60 horas de conteúdo, distribuídas entre dois palcos principais, além de encontros institucionais, apresentações corporativas e discussões sobre negócios e parcerias internacionais.

“A Casa São Paulo se consolidou como um grande vetor dos negócios das empresas paulistas. A gente começou o primeiro ano com R$ 100 milhões gerados em negócios pelas empresas que apoiamos. Ano passado, foram R$ 172 milhões e esse ano a gente espera muito mais”, disse a diretora de Relações Internacionais e Comércio Exterior da InvestSP, Julia Saluh, em entrevista realizada no estúdio da Agência SP na SP House. “Nós geramos oportunidades para empresas do nosso estado da indústria criativa e do turismo e para as startups de base tecnológica. São rodadas de negócios com investidores para que elas possam ter o máximo de conversas possíveis”, acrescentou.

Houve discussões sobre a importância da diversidade para o desenvolvimento de tecnologias mais inteligentes e inclusivas, com a participação da procuradora-geral do Estado, Inês Coimbra. A programação também incluiu uma discussão sobre o protagonismo de São Paulo no uso de tecnologias na medicina, tema que foi debatido por médicos e cientistas de instituições como o Instituto Butantan e o Hospital Israelita Albert Einstein. Outro painel ainda reuniu representantes da Defesa Civil estadual para discutir inovações voltadas à resiliência climática.

Com o tema “We are borderless”, a edição deste ano propôs refletir sobre a circulação de ideias, talentos e oportunidades em um cenário cada vez mais conectado. A SP House funciona como um espaço de encontros e trocas entre empreendedores, executivos, investidores, pesquisadores, gestores públicos e criadores.

“O SXSW é considerado uma grande vitrine, uma plataforma para negócios inovadores de maneira geral. Aqui, a gente tenta conectar o máximo possível. Nós realizamos uma curadoria prévia de empresas que estão interessadas em fazer negócios com as empresas de São Paulo, olhando os setores e buscando investidores. O contato interpessoal é um dos principais ativos que o SXSW oferece. O próprio festival tem destacado isso, ao invés de falar tanto apenas sobre inteligência artificial, ele tem fortalecido a importância dos relacionamentos pessoais, e a Casa São Paulo oferece isso para todo mundo”, disse Júlia.

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