A Usiminas registrou lucro líquido de R$ 128 milhões no 2T25, revertendo prejuízo de R$ 100 milhões no mesmo período de 2024 e superando a projeção de R$ 86,6 milhões. O Ebitda ajustado foi de R$ 408 milhões, alta de 65% na base anual, mas abaixo da expectativa de R$ 517 milhões. A margem Ebitda subiu para 6%. A receita líquida cresceu 4%, somando R$ 6,63 bilhões, levemente acima do esperado. A dívida líquida subiu 5%, para R$ 1,05 bilhão, e a alavancagem recuou para 0,50 vez. A companhia revisou seu CAPEX para até R$ 1,4 bilhão em 2025 e aprovou um projeto de R$ 1,7 bilhão para modernizar a Coqueria 2 em Ipatinga, com conclusão prevista para 2029.
A Usiminas anunciou (25/07) investimento de R$ 1,7 bilhão em Ipatinga, no Vale do Aço, até o final de 2029. O aporte será na manutenção em uma das baterias da Coqueria 2 da usina da empresa na cidade. O valor foi anunciado em Fato Relevante ao mercado, assinado pelo vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores, Thiago da Fonseca Rodrigues
De acordo com a Usiminas, do total previsto para os próximos quatro anos, cerca de R$ 80 milhões serão investidos em 2026. O restante dos investimentos distribuídos até 2029, quando a Bateria 4 entrará em operação. As projeções divulgadas neste documento são apenas previsões e refletem as expectativas atuais da administração em relação ao futuro da Usiminas. Entretanto, tais projeções são dependentes de fatores e condições de mercado que escapam do controle da Companhia, podendo, assim, diferir em relação aos números e resultados a serem efetivamente registrados pela Companhia no ano de 2025.

O presidente da Usiminas, Marcelo Chara, disse que o resultado da companhia é reflexo das condições concorrenciais do mercado de aços planos no Brasil. “O segmento vem se deteriorando de forma acelerada no segundo trimestre de 2025. Para sua sustentabilidade, é imperativo que as investigações antidumping sobre produtos siderúrgicos, que já demonstraram a prática de dumping e o seu dano à indústria, sejam concluídas com celeridade e que medidas concretas sejam implementadas para sanar essa prática desleal e danosa à indústria e toda cadeia de valor”.
De acordo com Instituto Aço Brasil, no segundo trimestre deste ano foi registrado um volume recorde de importação de aço, de 1,2 milhão de toneladas. Nos primeiros seis meses, as importações atingiram 2,3 milhões de toneladas, um aumento de 50% em relação ao mesmo período de 2024, e representaram 28% do consumo aparente de aço plano no Brasil. “Todo esse contexto demonstra que o sistema de cotas-tarifa não alcançou o resultado esperado, mesmo com os ajustes implantados em junho.
Apesar de um contexto extremamente desafiador, a Usiminas é uma empresa com capacidade técnica e referência em qualidade, com uma saúde financeira sólida”, ressaltou Chara

