Complexo Eólico no Território do Sisal será operado 100% por mulheres


A AES Brasil e a Unipar realizaram em Salvador a inauguração do Complexo Eólico Tucano. Localizado nos municípios baianos de Tucano, Biritinga e Araci (área de influência direta do empreendimento), o projeto é o primeiro parque do Brasil a ter operação e manutenção realizadas localmente por uma equipe formada somente por mulheres.

28 colaboradoras que operam o parque foram capacitadas em 2022 em uma iniciativa desenvolvida em parceria com o Senai BA – o curso de Capacitação em Especialização Técnica em Operação e Manutenção de Parques Eólicos foi oferecido gratuitamente e apenas para formação feminina no setor energético.
A entrada completa em operação do empreendimento, com 52 aerogeradores, corresponde a 322 MW de capacidade instalada de energia renovável adicionados à matriz elétrica brasileira. O complexo contribuirá, ainda, para evitar a emissão anual de 57,6 mil toneladas de gases de efeito estufa (GEE).

Com investimentos de R$ 1,5 bilhão, o Complexo Eólico Tucano integra o portfólio de 23 ativos da AES Brasil em sete estados brasileiros, nas fontes eólica, solar e hídrica. Trata-se do primeiro empreendimento de geração eólica construído pela empresa no país. Especificamente na Bahia, a companhia já opera o Complexo Eólico Alto Sertão II desde 2017.

Com portfólio que soma 5,2 GW de capacidade instalada proveniente de fontes 100% renováveis – incluindo os empreendimentos em construção –, a AES Brasil segue a estratégia de crescimento baseada em diversificação de fontes e gestão ativa de portfólio.

“O Complexo Eólico Tucano é um projeto importante por inúmeras razões. Além de contribuir para a transição energética e ser pioneiro no Brasil, com um time de Operação & Manutenção composto apenas por mulheres, é o primeiro projeto eólico construído pela AES Brasil no país e, com isso, materializa nossa estratégia de crescimento com nossas credenciais para execuções desse tipo”, destaca Rogério Jorge, CEO da AES Brasil e porta-voz do ODS 7 – Energia Limpa e Acessível do Pacto Global da ONU no Brasil.

Dentro do projeto, que conta com 322 MW de capacidade instalada total, a Unipar e a AES Brasil têm firmada uma joint venture para geração de 155 MW de energia renovável. O acordo garantirá à Unipar energia limpa por um período de 20 anos, com fornecimento de 2023 até 2043. Com a parceria, a Unipar pretende obter 100% de toda a demanda de energia elétrica das operações no Brasil oriundas de fontes renováveis até 2025, sendo 80% por meio de contratos de autoprodução, como este na Bahia.

A indústria é pioneira no setor de aquisição de energia renovável no Ambiente de Contratação Livre (ACL) e reconhecida pelas ações voltadas para o crescimento sustentável. Do total de energia elétrica gerada pelo Complexo Eólico Tucano, a Unipar contratou 60 MW médios para alimentar as unidades no Brasil.

“A Unipar tem como propósito ser confiável em todas as relações e traçou metas ambiciosas de sustentabilidade a médio e longo prazos para contribuir com esse objetivo. A transição para uma matriz energética renovável não apenas faz parte do compromisso assumido pela companhia, gerando redução de emissão de CO2 dentre outros pontos, como ainda contribuirá para nossa competitividade no setor, uma vez que a energia elétrica representa aproximadamente 50% dos custos da produção de cloro/soda”, afirma Mauricio Russomanno, CEO da Unipar.

Além de ampliar a oferta de energias renováveis na matriz elétrica nacional e de contribuir com o esforço global de descarbonização, o Complexo Eólico Tucano contribuirá também com as metas de sustentabilidade de parceiros comerciais que receberão a energia gerada pelo projeto, como a Unipar.

A Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Elisângela Araújo, convidou as empresas responsáveis pelo Complexo Eólico de Tucano a aderir ao Selo Lilás, por seu compromisso na contratação e valorização do trabalho de mulheres no setor de energia. A empresa ainda passará por uma avaliação técnica, que vai analisar as condições de contratação e cumprimento de normativas, que garantam, por exemplo, equidade salarial e paritária para as trabalhadoras contratadas.

Atuarão na operação e manutenção do complexo: uma coordenadora da usina; quatro mantenedoras operadoras; uma técnica de planejamento de manutenção; uma técnica de edificação; uma almoxarife; uma analista de gestão de ativos; uma analista de meio ambiente e uma analista patrimonial. A maioria baiana.

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