FGV lança informe de petróleo, gás e biocombustíveis


A projeção da oferta global de petróleo esperada para 2024 apresentou estabilidade em 102,9 milhões de barris por dia, segundo a IEA. Já o lado da demanda global de petróleo, a IEA revisou para baixo a projeção para 2024, que pode totalizar 103,3 MMbbl/d, o que representa uma contração de 110 mil bbl/d ante a projeção do mês anterior

A produção brasileira de petróleo alcançou 3,356 MMbbl/d em março de 2024, o que representa uma queda mensal de 2,7%. A maior parte dos preços de revenda de combustíveis no território brasileiro demonstrou uma tendência de alta, em abril de 2024 exceção ao GLP e GV. A produção brasileira de gás natural tem sido decrescente desde novembro de 2023, acompanhando o desempenho na produção de petróleo.

A produção brasileira de etanol cresceu 16% na safra 2023/2024, atingindo 33,6 bilhões de litros, com destaque a 20% da oferta nacional oriunda do etanol de milho.

As condições climáticas e os investimentos no setor sucroenergético desempenharam um papel crucial para o desempenho da safra 2023/2024. Além disso, o aumento notável na produtividade da cana-de-açúcar na região Centro-Sul ressalta a importância dos fatores ambientais e dos investimentos em tecnologia e infraestrutura para a expansão dos biocombustíveis no Brasil.

Nesse mercado, a produção de etanol anidro totalizou 13,1 milhões de litros, representando um aumento de 6,6%, enquanto o etanol hidratado atingiu 20,49 milhões de litros, um aumento notável de 23,2%. Além do expressivo aumento de 20% da participação da produção de etanol de milho, a produção de etanol de cana registrou um aumentou de 11%, totalizando 27,3 bilhões de litros.

No RenovaBio, em abril de 2024, foram depositados 3,47 milhões de CBIOs que somados aos estoques, correspondem a 59,7% da meta estabelecida para 2024 (38,78 milhões de créditos). No entanto, 1,97 milhões de CBIOs foram aposentados, equivalendo a 5,1% da meta anual.

No mercado de petróleo, o potencial escalonamento das tensões em outros espaços marítimos, como o Estreito de Ormuz, um canal marítimo que escoa 21 MMbbl/d das exportações globais de petróleo líquido, preocupam analistas internacionais. Para o Brasil, os efeitos da guerra em curso no Oriente Médio ainda não trouxeram impactos significativos à comercialização do petróleo nacional.

Por fim, no cenário de transição energética o Brasil tem sido apontado enquanto um mercado promissor para eólicas offshore junto a outros 12 países, a saber: Arábia Saudita, Austrália, Azerbaijão, China, Coréia do Sul, Egito, Estados Unidos, Filipinas, Índia, Japão, Quênia e Vietnã. Em 2023, o Brasil atingiu, pelo 3º ano consecutivo, novos recordes relacionados à produção de energia eólica e até o momento detém 96 projetos de eólicas offshore para avaliação das licenças ambientais do IBAMA. 

Últimas Notícias

Nobreaks industriais online para aplicações críticas à missão

A SolaHD™ da Emerson anunciou melhorias significativas em sua Série de Nobreaks Industriais S4KD, oferecendo proteção e desempenho sem precedentes para equipamentos críticos em...

Edital do Programa Rio.IA 2026 tem inscrições até 29 de janeiro

Startups interessadas em desenvolver soluções de Inteligência Artificial (IA) para desafios concretos da indústria brasileira têm até o dia 29 de janeiro para se...

Magneto supercondutor projetado e construído no CNPEM

As linhas de luz atualmente em operação no Sirius já permitem investigações que vão de proteínas e materiais avançados a fósseis e patrimônio arqueológico....