Mercado livre de gás é tema de workshop que reúne empresários e especialistas com o poder público na Firjan


A uma semana da sessão da Agência de Energia e Saneamento Básico do Rio de Janeiro (Agenersa) que definirá os acertos regulatórios para a definição do Contrato do Uso do Sistema de Distribuição de Gás Natural – CUSD, propiciando a livre comercialização de gás natural no estado, empresários, especialistas em gás natural e representantes do poder público se reuniram na sede da Firjan, na última quarta-feira (3/5), para a primeira edição do Workshop de Comercialização com a Indústria do Rio para o mercado livre de gás.

Promovido pela Firjan SENAI, com patrocínio da Galp, Mgas e Voqen, o workshop atingiu a expectativa de público e já se trabalha em nova edição. Para Luiz Césio Caetano, presidente em exercício da federação, dispor do gás a preços competitivos vai expandir o uso de um combustível mais sustentável, contribuindo para a transição energética.

“Dispor do gás de maneira mais acessível e a preços mais competitivos é imperativo para ampliar o mercado consumidor, e contribuir na pauta de transição energética ao expandir o uso de um combustível mais sustentável que o carvão, por exemplo. Para isso, é urgente promover uma célere e correta implementação na regulação do mercado livre, que precisa ser mais inclusivo, favorecendo a migração de consumidores.”, disse Caetano na abertura do evento.

Felipe Peixoto, subsecretário estadual de Energia e Economia do Mar, destacou diversas ações governamentais para incentivar o maior consumo do GNV no Rio de Janeiro, estado que tem 72% da produção de gás natural do país e a maior frota – 70% – de veículos que o utilizam como combustível. “Além de montarmos um corredor de postos de GNV em rodovias, estamos conversando com as empresas de transportes coletivos como elas podem fazer a transição para o GNV. Só alcançaremos a descarbonização de nossa frota quando ela alcançar o transporte de passageiros”, afirmou o subsecretário.  

Neste dia 10, a Agenersa vota o modelo contratual da CUSD a ser seguido pelas empresas dentro do mercado livre no Rio de Janeiro. Vladimir Paschoal, conselheiro da Agenersa, enfatizou o protagonismo da Firjan “desde as primeiras discussões da minuta da regulação do mercado livre”. Paschoal elogiou a federação pelo engajamento na pauta, buscando juntar todos os atores que se relacionam com o tema: “Hoje temos uma discussão bastante madura sobre questões que precisam ser aprimoradas. A Firjan entendeu todas as partes e defendeu, principalmente, a indústria, que ainda hoje é penalizada pelas dificuldades encontradas na criação desses mecanismos que podem permitir a monetização do gás aqui produzido, estimulando a criação de emprego e renda, além de levar essa produção para outros estados também”, comentou Vladimir Paschoal. 

Fernando Montera, coordenador de Conteúdo Estratégico de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, enfatizou que o workshop é uma ação pensada e executada para reunir o máximo de atores no cenário do gás natural a fim de capacitar a indústria e apoiar o processo de tomada de decisão das empresas consumidoras. 

“Com avanço da regulação do mercado livre de gás, é urgente a capacitação da indústria fluminense sobre os benefícios e eventuais riscos da migração. Quando entrarem em vigor os novos acertos regulatórios, aumentará o poder de negociação da indústria, já que no mercado livre carrega um maior número de ofertantes. Este encontro trouxe os comercializadores para apresentarem seus perfis, suas posições e, depois, se reunirem diretamente com os consumidores”, comentou Montera.  Ao longo do Workshop houve apresentações de representantes das empresas patrocinadoras do evento: Thiago Arakaki, diretor de Gás Natural da Galp, Claudio Lindenmeyer, diretor de Comercialização de Gás Natural e Biometano da Voqen; Luiza Sales, diretora Comercial da MGAS e Julio Dantas, gerente executivo de Negociação da Galp, assim como participação em parceria da consultoria Rystad Energy com apresentação de Vinicius Romano, vice-presidente de Mercado de Gás América Latina, e da Firjan SENAI, que abordou o panorama do mercado livre da gás e a atuação da Firjan no setor, incluindo a divulgação de análises em publicações periódicas.

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