Redução de orçamentos aumenta riscos


A Thomson Reuters, empresa global de conteúdo e tecnologia, divulgou novas pesquisas que revelam que departamentos corporativos fiscais, tributários e de comércio exterior afirmam estar com poucos recursos para tecnologia e talentos, aumentando o risco para seus negócios. O relatório2023 State of Corporate Tax Department destaca que departamentos fiscais e tributários com poucos recursos são mais propensos a enfrentar auditorias e penalidades. Para os profissionais de comércio exterior, sentir-se com falta de pessoal é um grande desafio, segundo o relatório 2023 Corporate Global Trade Survey. Os departamentos estão enfrentando demandas intensivas de documentação do atual ambiente comercial de importação e exportação – incluindo novos requisitos para coletar dados ESG de forma a cumprir as leis locais –, adicionando complexidade e risco reputacional.  

“Os profissionais estão redescobrindo e redefinindo sua forma de trabalhar, entendendo o valor que entregam, ao mesmo momento em que importantes transformações trazem novas demandas. Em nossos estudos mais recentes, incluindo o relatório Future of Professionals, vemos um entusiasmo dos departamentos corporativos frente às oportunidades de produtividade e valor, sobretudo diante da automação e da Inteligência Artificial”, explica o Vice-Presidente do segmento de Corporates da Thomson Reuters para América Latina, Luciano Idésio. “Mas há desafios que podem dificultar a liberação do potencial desses profissionais. Nossas pesquisas indicam que os líderes possuem restrições em termos de recursos financeiros para adoção de tecnologia ou ainda em relação à quantidade de pessoal para alcançar seus objetivos. Toda essa pressão adicional não apenas limita o sucesso que eles podem obter, mas também introduz riscos, amplia a possibilidade e o custo de eventuais penalidades”, completa.

Metade dos departamentos de impostos corporativos (47%) admite que tem orçamentos restritos para tecnologia, recursos e contratações, especialmente em empresas com receita de US$ 50 milhões a US$ 6 bilhões. Quase três quartos (72%) das empresas com departamentos fiscais com poucos recursos incorreram em uma auditoria fiscal no ano anterior, em comparação com 61% dos departamentos fiscais em geral. Metade (47%) também incorreu em penalidades fiscais, com um valor médio de US$ 40.000, o dobro da multa média de US$ 20.000 gerada por todos os departamentos fiscais. A tecnologia é classificada como a forma mais eficaz de reduzir o risco (17%), à frente de um melhor controle de qualidade e da contratação de mais funcionários.  

Da mesma forma, um terço (33%) dos profissionais de comércio exterior percebe que seus departamentos estão sentindo o aperto da falta de pessoal e de orçamento. Além da escassez de recursos, eles identificam a disrupção com um de seus maiores desafios, além da inflação, da cadeia de suprimentos, dos conflitos internacionais e das mudanças regulatórias.

A melhoria da eficiência está no topo da lista de prioridades dos departamentos fiscais (32%), seguida pela aquisição de software adicional (14%) e automação de processos (12%). Num comparativo com o ano passado, um quarto (23%) disse que sua equipe estava mais orgulhosa de sua automação de processos por meio da implementação de novas tecnologias ou softwares.

Em termos de prioridades de recursos de curto prazo, para os próximos um a dois anos, está a introdução da automação para os departamentos fiscais, com 51% classificando esse processo à frente do aumento de eficiência (46%) e do número de funcionários (34%).

No comércio exterior, há um foco maior no investimento em tecnologia baseada em nuvem para ajudar a obter controle sobre todos os aspectos da cadeia de suprimentos das empresas. Dois terços (65%) das empresas com receita de mais de US$ 100 milhões estão implementando atualizações de tecnologia com prioridades focadas em segurança da cadeia de suprimentos e proteção de dados (62%, ante 54% em 2022); na garantia da conformidade das transações (55%); e em um melhor compartilhamento de informações, dentro e entre departamentos (51%).

Mais de dois terços (69%) dos profissionais de impostos corporativos esperam que suas empresas passem por mudanças significativas nos próximos dois anos, como mudança nas ofertas de produtos e serviços; reestruturação ou fusão; e novas jurisdições, especialmente nos setores de serviços e tecnologia, mídia e telecomunicações.

Para o comércio exterior, os próximos meses devem trazer maior necessidade de conformidade, com mudanças e novas regulamentações chegando em todo o mundo. Ao lado dos desafios trazidos pela inflação, escassez e interrupção da cadeia de suprimentos, metade (46%) dos profissionais do comércio exterior vê as tarifas retaliatórias como a área com maior probabilidade de impactar o comércio. O novo Serviço de Declarações Aduaneiras do Reino Unido (43%) e a Lei de Controle de Exportação da China (36%) são os outros fatores-chave que os profissionais sentem que podem impactar as operações comerciais para empresas corporativas.

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