Sociedade civil brasileira discute finanças climáticas em fórum na véspera do encontro de ministros do G20

Grupo se encontrou com ministro Haddad em dubai, na COP28, da esquerda para a direita: Patrícia Ellen – Instituto Aya, Marcelo Furtado – Instituto Itaúsa, Melina Risso – Instituto Igarapé, Lívia Pagotto – Uma Concertação pela Amazônia, Maria Netto – iCS, Iago Hairon – Open Society, Cíntya Feitosa – iCS, Marina Bragante – Instituto Aya, Eduardo Aranibar – Instituto Aya. @Divulgação

Com o objetivo de consolidar a ponte entre prosperidade econômica e uma transição justa e inclusiva, organizações da sociedade civil brasileira realizarão, em 26 e 27 de fevereiro, o primeiro Fórum Brasileiro de Finanças Climáticas, em São Paulo. O evento ocorre às vésperas do encontro do G20 que vai reunir, na capital paulista, ministros de finanças e presidentes dos bancos centrais das maiores economias do mundo. O grupo dos 20 representa 85% do PIB global e é responsável por mais de 80% das emissões relacionadas ao setor energético.

O fórum, um evento oficial do G20 Social, está sendo organizado conjuntamente pelo Instituto Arapyaú, Instituto AYA, Instituto Clima e Sociedade (iCS), Instituto Igarapé, Instituto Itaúsa, Open Society Foundations e Uma Concertação pela Amazônia. Entre os painelistas estão Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia e professor na Universidade de Columbia; o embaixador Antônio Ricarte, Ministério das Relações Exteriores; José Pugas, JGP; Mauro O´de Almeida, Secretário de Meio Ambiente do Pará; Natalia Renteria, Biomas; Txai Suruí, liderança indigena; Tatiana Schor, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); Izabella Teixeira, ex-ministra do Meio Ambiente; Sérgio Suchodolski, Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri); Denis Minev, Bemol e Fundação Amazonas Sustentável; Nabil Kadri, BNDES; e Daniel Teixeira, Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT).

Lançado durante a COP28, em Dubai, junto ao Ministério da Fazenda, o fórum reunirá integrantes do setor privado nacional e internacional, coalizões empresariais que impulsionam a transformação ecológica, academia, sociedade civil, filantropia, e organismos multilaterais econômicos e de financiamento.

Com programação presencial e online, o evento quer colocar no centro do debate o financiamento climático internacional em temas como reindustrialização verde, transição energética e fomento à bioeconomia. Ao longo de dois dias, cerca de 600 convidados vão abordar modelos financeiros para a transformação ecológica do Brasil, mecanismos e desafios para alavancar investimentos verdes na Amazônia, oportunidades para ampliar o financiamento de soluções baseadas na natureza no país e a promoção da bioeconomia como estratégia de enfrentamento da crise climática.

Também estão na pauta o impacto dos pacotes econômicos sustentáveis globais, como o IRA americano (Inflation Reduction Act) e o Green Deal europeu, e soluções para acelerar a descarbonização industrial no mundo. Além disso, está previsto um workshop de capacitação em financiamento climático. Ao fim do evento, os organizadores vão elaborar recomendações a serem apresentadas aos líderes do G20. Espera-se que o encontro possa promover redes e diálogos internacionais sobre a agenda de finanças climáticas.

“Apesar de o G20 hoje abordar diversos tópicos de interesse da comunidade internacional, é um fórum preponderantemente para pautar o debate e a cooperação internacional em assuntos relevantes da agenda de finanças global. Dada a transversalidade das mudanças climáticas, a agenda de como direcionar mais recursos para mitigar os seus efeitos e responder aos eventos extremos, cada vez mais comuns, deve ser uma das prioridades. Os debates no G20 podem servir para acelerar os compromissos financeiros das principais lideranças globais em relação ao financiamento climático. O Brasil, na presidência do G20, tem oportunidade de qualificar a discussão sobre medidas prioritárias a serem colocadas em prática na agenda climática. Temas como a reforma da arquitetura do sistema financeiro internacional e facilitação de acesso a recursos dos fundos climáticos internacionais fazem parte da agenda oficial e, se abordados da forma adequada, podem incentivar a mobilização de recursos adicionais na escala dos bilhões de dólares para a ação climática.”, Maria Netto, diretora-executiva do iCS.

“A inserção da bioeconomia no debate do G20 é uma ação contemporânea e inovadora. Além disso, é uma oportunidade de engajamento para atores da sociedade civil brasileira, entre eles o setor privado, a academia e ONGs, e uma possibilidade de contribuir no desenho, na implementação e discussão de como se fazer a transição da economia que temos para a economia que queremos e necessitamos: sustentável, justa e sem deixar de gerar emprego e renda, buscando a fortaleza que cada país tem.”, Marcelo Furtado, diretor-executivo do Instituto Itaúsa

Fórum Brasileiro de Finanças Climáticas Local: AYA Hub – Alameda Rio Claro, 28 Bela Vista, São Paulo – SP Data: 26 de fevereiro, das 14h às 19h20 27 de fevereiro, das 9h às 18h30

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