Acampamento dos petroleiros é suspenso


Após avanços nas negociações com a Petrobras, petroleiros ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a outras entidades que formam o Fórum em Defesa dos Participantes e Assistidos da Petros suspenderam, no dia 04, a vigília depois de 15 dias de acampamento em frente ao Edifício Senado (Edise), sede da Petrobras, no centro do Rio de Janeiro.

No dia 02 pela manhã, uma delegação do Fórum das Entidades em Defesa dos Participantes e Assistidos da Petrosse reuniu com a diretora-executiva da Petrobras, Clarice Coppeti, e a gerente-executiva do RH, Lilian Soncin, para tratar das reivindicações da categoria que miram o fim dos equacionamentos e a sustentabilidade da Petros. Foi confirmada a formação de uma comissão quadripartite para debater os problemas e eventual aporte financeiro no fundo de pensão da categoria petroleira. A comissão deve ser formada por membros da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) e da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) – ambos órgãos do governo federal que confirmaram a participação –, além da Petros, Petrobras e das entidades que compõem o Fórum. A criação da Comissão foi proposta pelas entidades do Fórum durante reunião com a presidente da estatal, Magda Chambriard, no dia 25 de junho.

De acordo com o secretário-geral da FNP – Federação Nacional dos Petroleiros, Adaedson Costa, essa é uma vitória do Acampamento da Luta Petroleira, que está em vigília em frente ao Edise desde o dia 20/06, mas é necessário seguir com a mobilização.

“Conseguimos arrancar essa comissão para tratar dos equacionamentos após o GT Petros, Petrobras e Entidades Petroleiras ter se encerrado sem nenhuma proposta razoável. É uma vitória da mobilização dos companheiros e companheiras do acampamento, que estão dormindo sob chuva, ao relento, para resolver a questão dos aposentados e pensionistas que estão sendo sacrificados com os equacionamentos. Essa comissão não resolve o problema, mas dá mais um passo pra gente destravar o problema que a Petrobras justifica como impeditivo (a legislação) para realizar o aporte financeiro no fundo de pensão. E a saída é necessariamente dinheiro novo da patrocinadora (Petrobras)”, disse Adaedson.

“Foi uma vitória importante da vigília. Agora vamos redirecionar as negociações para Brasília, onde as lideranças da categoria se mobilizarão para buscar os avanços necessários na comissão quadripartite, para construir uma proposta que acabe definitivamente com os planos de equacionamento dos déficits da Petros”, pontua Paulo Neves, diretor de comunicação da FUP, que esteve no acampamento desde o primeiro dia.

A luta pelo fim dos descontos abusivos impostos pelos Programas de Equacionamento de Déficit (PEDs), implementados pela Petrobras em anos anteriores, é antiga. “Estamos atentos e continuamos mobilizados. Se nos próximos 15 dias essa comissão efetivamente não começar a funcionar, nós retomaremos a vigília”, afirmou o diretor da Secretaria de Seguridade, Aposentados e Políticas Sociais da FUP, Paulo César Martin.

Os petroleiros da ativa, aposentados e pensionistas seguirão com as mobilizações em vigília no acampamento por tempo indeterminado até que a Petrobras encontre uma solução definitiva para o rombo da Petros.

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