Sien 2023 debate uso da energia nuclear


Será realizado de 21 a 23 de novembro próximo, na sede da SEAERJ– Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro (Rua do Russel, Nº 01 – Glória – Rio de Janeiro), aXIV edição do Seminário Internacional de Energia Nuclear/Encontro de Comunicação (SIEN/ENCOM 2023), realizado pela Casa Viva.Com foco no desafio de agilizar e tornar mais rápida e mais barata a construção de plantas nucleares, o evento terá formato híbrido e conta com apoio das principais empresas do setor e entidades técnicas, profissionais e empresariais do setor.

O tema escolhido em 2023 traz para o Brasil uma discussão que já tomou conta do mundo inteiro diante da necessidade de mitigar os efeitos das mudanças climáticas no planeta: acelerar o uso da energia nuclear no País, comprovadamente uma fonte limpa no processo de geração, para reduzir as emissões de carbono.

A importância estratégica da energia nuclear para diminuir as emissões de gases de efeito estufa e conter o aquecimento global do planeta já é quase um consenso no mundo. Contudo, por falta de informação, ainda persiste em grande parte da sociedade essa dúvida. Mas o fato é que a energia nuclear, hoje, se mostra imprescindível na busca da transição energética rápida e segura para uma matriz limpa, por razões diversas: não utiliza combustíveis fósseis; gera energia de forma contínua, confiável e estável, sem dependência das condições ambientais; tem grande densidade energética, ocupando espaços mínimos em relação à energia total gerada; e não emite gases de efeito estufa (GEE) durante a geração de eletricidade, contribuindo assim para a mitigação das mudanças climáticas.

O grande desafio agora é buscar formas e tecnologias para reduzir custos e o tempo de construção das plantas, de forma que a tecnologia possa contribuir mais rapidamente com as metas climáticas de 2050.

Além da mineração de urânio, flexibilizada no ano passado pelo Congresso para permitir parcerias com o setor privado, a agenda do evento vai colocar em discussão a produção de combustível nuclear; o Futuro de Angra 3 e Angra 4; a estruturação e reorganização da cadeia produtiva do setor, medicina nuclear, entre outros assuntos.

Também vai discutir a redução de prazos e custos no setor nuclear sem falar da tecnologia dos Pequenos Reatores Modulares (SMRs) e da necessária estruturação e reorganização da cadeia produtiva do setor, dando estabilidade e segurança aos investidores: tema recorrente no SIEN, a implantação segura e protegida de pequenos reatores modulares (SMRs) é a grande aposta do setor para maximizar sua contribuição e atingir emissões líquidas de carbono zero até 2050. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o modelo de negócios de SMRs geralmente é baseado na produção em série, o que significa que, após a implantação do primeiro reator, as economias de custo e tempo se materializam sob uma abordagem padronizada. Diversas empresas mundo afora já estão com seus projetos bastante avançados e em breve a tecnologia já estará disponível no mercado.

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